Cidade do México | Mexico City

Desde nem sequer querer pôr os pés na Cidade do México, até pensarmos em entrar de bicicleta, todas as hipóteses foram postas em cima da mesa. Entrar naquela que já foi a maior cidade do mundo intimidava-nos, muito. 22 milhões de pessoas a deslocarem-se não é brincadeira e temia-mos pela nossa segurança na estrada. A vontade de voltar à cidade, no meu (Sara) caso, e de a conhecer no caso do Pedro prevaleceu e decidimos por fim apanhar um autocarro em Querétaro e levar as bicicletas connosco. Logo veríamos como seria a saída da cidade…

Começámos a vislumbrar a cidade, lá do alto e em duas e meia entretidas horas chegávamos à Estação Observatório. Daí até casa do Paul e da Alexa (os mesmos de Guadalajara) seriam uns escassos 3,5 km que fizemos metade a pé com as bicicletas pela mão, e a outra metade em cima delas nas ruas que nos pareciam mais seguras. Depois da festa do reencontro, Peeder incluído, instalámo-nos e fomos a pé ao pequeno mercado que se realiza a cada terça-feira, almoçar e abastecer-nos. Logo aqui, o primeiro de muitos sinais de que a Cidade do México ainda é uma cidade tradicional mexicana, em qualquer bairro – chique, de classe média ou mais pobres – pelo menos uma vez por semana feirantes invadem as ruas trazendo frutas e legumes frescos enquanto outros os transformam em comidas deliciosas, DVD’s piratas, roupas e o mais que se possam lembrar.

Como bons anfitriões, e eles próprios desejosos de aproveitar as ofertas da cidade, a Alexa e o Paul já tinham planos para ir ver um filme integrado no festival de documentários que decorre por todo o país, e que estava então na Cidade do México. Também nos juntámos, claro, e a aventura começou enquanto tentávamos seguir estes americanos altos, de pernas longas e passo acelerado, primeiro pelas ruas já escuras da cidade, e depois pelo metro, que à hora de ponta estava compacto. Sem ter estudado o mapa previamente, restava-nos apanhar bonés na troca de linhas, tentando não nos perder do grupo, e sem qualquer tipo de indício de onde estaríamos naquele momento na geografia da cidade. Felizmente não nos perdemos! O filme – Quem é Crystal Dayani? – aproveita a história de um hondurenho que morreu no deserto do Arizona, a tentar emigrar para os Estados Unidos, para uma abordagem mais geral à triste realidade da viagem e passagem dos emigrantes aos Estados Unidos.

E assim fomos levantando a ponta do véu do que é esta fantástica metrópole, com uma oferta cultural, artística e gastronómica para todos os gostos e bolsas. Diga-se que o filme era grátis e foi visto numa praça ao ar livre. Atravessando duas ou três ruas já avistávamos uma série de restaurantes “trendy”.

Os dias seguintes, alguns mais turísticos, outros mais de relaxamento com amigos e de aproveitar a vida citadina, vieram a revelar-nos a pouco e pouco as múltiplas camadas de que a Cidade do México é feita.

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Not setting a foot in Mexico City or getting there by bike, all hypotheses were put on the table . Entering in what was once the largest city in the world intimidates us too. 22 million people moving around is no joke and we feared for our safety on the road. The desire to return to the city, in my (Sara) case, and to see it for the first time in the case of Pedro prevailed and finally we decided to take a bus to Queretaro and take the bikes with us. Getting out was a totally different story.

We began to envision the city from on high and after two and a half hours we reached the Observatorio Station. Thence to Paul and Alexa’s (the same from Guadalajara) would be a mere 3.5 kilometers that we did half walking with the bikes by hand, and the other half on them in what appeared to be the safer streets. After the reunion party, Peeder included, we settled ourselves and walked to the small market that is held every Tuesday, to have lunch and buy some groceries. Right there, we had the first prove that Mexico City is still a traditional Mexican town. In any neighborhood – chic, middle class or poor – at least once a week a fairground invades the streets bringing fresh fruits and vegetables while transforming them into other delicious foods, pirate DVD’s, clothes and whatever else they can think.

As good hosts, and wanting themselves to enjoy the offerings of the city, Alexa and Paul already had plans to go see a documentary film festival taking place across the country, and who was then in Mexico City. Of course we decided to go with them, and the adventure began as we tried to follow these tall Americans, with long legs and and fast pace, first along the dark city streets, and after on the metro, which at rush hour was compact. Without having studied the map beforehand, we were just following them at the lines exchange, trying not to lose from the group, and without any indication of where we would be at that point in the geography of the city. Fortunately we did not get lost! The film – Who is Dayani Crystal? – takes the story of a Honduran who died in the Arizona desert , trying to emigrate to the US, for a more general approach to the sad reality of travel and passage of emigrants to the United States.

And so we were lifting another the tip of the veil of this fantastic city, that has a cultural, artistic and gastronomic offer for all tastes and budgets. The movie was free and was seen in an outdoor plaza. Crossing two or three streets we could now see a lot of “trendy” restaurants.

On the following days we did some more touristy stuff, some relaxing with friends stuff and also enjoyed the city life, and little by little we started to see the multiple layers that Mexico City is made of.

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