DF do antigamente, DF do actualmente | DF of the past, DF of the present

Mexico Distrito Federal é o nome oficial da Cidade do México actualmente. Em 1519, quando os espanhóis chegaram tinha o nome de Tenochtitlán e era a capital do império Azteca, na época o povo mais poderoso da região. Com a conquista do território e do povo Azteca, também conhecido por Mexica, a grandiosa cidade foi totalmente desmantelada e as pedras dos seus templos e casas usadas para a construção de igrejas e novos edifícios. Aparentemente o trabalho não foi assim tão bem feito já que cada vez que há obras para abrir uma nova linha de metro ou outras escavações novas ruínas são encontradas. Recentemente descobriram uma nova pirâmide no centro da cidade.

A cerca de 40 km da cidade está Teotihuacán, um sítio arqueológico, que até à data permanece um mistério quanto aos seus habitantes, já extintos ainda antes dos Aztecas aparecerem. Estes últimos adoptaram a cidade de Teotihuacán como local sagrado, e felizmente esta estava a uma distância suficiente para não sofrer a devastação dos conquistadores. Com o tempo foi ficando enterrada e também com o tempo foi sendo descoberta por diversos arqueólogos. Aqui estão as pirâmides do Sol e da Lua, a Calçada dos Mortos e o Templo de Quetzalcoátl.

Por duas visitas distintas, uma ao espectacular Museu de Antropologia, e outra às próprias das ruínas, fomo-nos inteirando de todos estes factos.

O Museu de Antropologia foi um dos nossos sítios favoritos no DF, logo a começar pela arquitectura, com uma gigante pala apoiada numa só base, qual chapéu de praia. E ainda que não fosse pela arquitectura, a exposição é colossal. Começa com os primeiros homens e a sua evolução, com pequenas cenas representativas do dia a dia, até aos povos antigos que habitaram o actual Estado do México. Há muito para ler e para ver, sobre Olmecas, Toltecas, Aztecas, Maias, Teotihuacán, sala a seguir a sala, é incrível o espólio deixado por cada civilização, em exibição no museu, e também as reconstruções de templos, inclusive ao ar livre, com vegetação própria da zona.

Perdemo-nos durante quatro horas e meia e não conseguimos visitar o museu todo, tirámos um montão de fotografias (com as quais não vos vamos maçar), e aprendemos mesmo mesmo muito.

Já Teotihuacán foi toda uma outra história. Não é que o sítio não seja espectacular; que é. Eu (Sara) já lá tinha estado e queria muito voltar. Subir às pirâmides, ver o quão avançada estava aquela civilização, presenciar aquela tranquilidade, olhar em volta lá do alto e ver os pequenos montes de terra em forma de pirâmide, ainda por desenterrar, dá-nos vontade de sermos arqueólogos e andarmos a esgravatar e procurar respostas. Mas subir e descer tantas escadas é cansativo, dá-nos cabo das pernas, não há sombras, e com a nossa deficitária gestão do tempo chegámos à hora do calor e nem sequer tivemos tempo para almoçar, nem de comprar água extra sob pena de não conseguirmos ver o principal.

Pelo meio o Pedro ainda conseguiu cometer a proeza de, ao trocar as pilhas da máquina fotográfica, lançar uma delas para uma espécie de sarjeta, junto ao tempo de Quetzalcoátl, na zona onde estava proibida a passagem. Meninos como somos nem nos arriscámos a passar, mas queríamos muito recuperar a pilha que é recarregável, e por isso dirigimo-nos ao curador do edifício, que super simpático lá foi buscar a pilha (em espanhol pila), e o Pedro ainda pôde entrar e ver de perto a zona proibida.

Sim, a visita foi de facto espectacular, o pior foi mesmo termos tomado contacto com os fantásticos transportes públicos à hora de ponta. Para lá, primeiro que lá chegássemos foi um tormento, já que depois de irmos até ao fim da linha do Metrobus chegámos a Índios Verdes e, azaradamente, entrámos na camioneta que dava a volta a todos as santas povoações a caminho de Teotihuacán, 40 Km feitos em hora e meia. Para cá conseguimos apanhar a camioneta directa, e todos contentes dirigimo-nos à plataforma da primeira paragem do Metrobus (autocarro XXL que anda por cima da terra, na sua própria faixa). Há uma zona que é exclusivamente destinada a mulheres e crianças, mas como casal dirigimo-nos à zona mista. Deixámos passar dois Metrobus e entrámos no terceiro. Relativamente bem localizados em relação ás portas, foi com espanto que assim que se abriram as portas fui levada por uma multidão de homens, que me ultrapassaram por todos os lados e fiquei sem lugar. De forma cavalheiresca o Pedro cedeu-me o seu lugar, mas durante 45 minutos levou com cotoveladas, pessoas em cima dele, qual sardinha em lata. Na hora da saída, de forma prudente dirigimo-nos à porta assim que saímos da paragem anterior, e aí sim, a coisa ainda se complicou mais, o Pedro saiu, eu vi uma série de homens a fecharem-me a saída. Na minha cabeça por um microsegundo passaram-me cenários de terror, mas rapidamente comecei às cotoveladas, enquanto gritava bem alto, “señores, con permiso!”.

Escusado será dizer que chegámos a casa da Alexa, das pirâmides, com um humor cão. Nos dias que se seguiram o pavor de apanhar transportes públicos à hora de ponta nos levaram a tomar decisões como andar mais um quilómetro e meio já na cidade escura, com medo da massa humana que se ia aglomerando no metro. Noutro dia decidimos vir na área das senhoras e claro, foi tudo muito mais civilizado.

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Mexico Distrito Federal is the official name of Mexico City today. In 1519, when the Spaniards arrived it was called Tenochtitlan and was the capital of the Aztec empire, at the time the most powerful people of the region. With the conquest of the territory and of the Aztec people, also known as Mexica, the great city was completely dismantled and the stones of their temples and houses used for the construction of new buildings and churches. Apparently the work was not well done as each time there is construction to open a new metro line excavations or other new ruins are found. Recently it was discovered a new pyramid in the city center.

About 40 km from the city is Teotihuacan, an archaeological site, which to the date remains a mystery as to its inhabitants who were extinct even before the Aztecs appear. The latter adopted the city of Teotihuacán as a sacred place and thankfully this was not close enough to suffer the ravages of the conquerors. With time it got buried and also with time it was uncovered by many archaeologists. Here are the pyramids of the Sun and the Moon, the Walk of the Dead and the Temple of Quetzalcoatl.

On two separate visits, one to the spectacular Museum of Anthropology, and another to the ruins, we were acquainted with all these facts.

The Museum of Anthropology was one of our favorite places in DF, the architecture is amazing, with a giant flap supported just by one pilar. Beside the arquitecture, the exhibition is colossal. It begins with the first men and their evolution with small scenes representing everyday life, to the ancient peoples who inhabited the present state of Mexico. There is much to read and see about Olmecs, Toltecs, Aztecs, Mayans, Teotihuacán, room after room , it’s amazing the assets left by each civilization, on display in the museum, and also the reconstructions of temples, even outside with natural vegetation of the area.

We got lost for four and a half hours and we could not visit all the museum, we took a bunch of photos (with which we will not bore you), and we learned a whole lot.

With Teotihuacán it was a totally different story. It is not that the site is not spectacular, it is. I (Sara) had already been there and wanted to go back. Climbing the pyramids, seeing how advanced was that civilization, witnessing the tranquility on the place, look around from high and see the little mounds of earth in the shape of pyramid, still waiting to be discovered, gave me the will to be an archaeologist, exploring around and seeking answers. But going up and down so many stairs is exhausting, there are no shadows, and due to our deficit management of time, we got there when the sun was at it’s peak and we did not even had time for lunch, or to buy some extra water. Or we wouldn’t have time to visit the main sites.

During the visit Pedro, who was changing the batteries of his camera, managed to make the feat of throwing a battery into a kind of gutter near the temple of Quetzalcoatl, in the place where it was forbidden to pass. Always playing by the rules, we did not risk passing, but we really wanted to recover the battery which was rechargeable, so we found the curator of the building, which was super nice and got there to recover the battery. Luckily Pedro could enter the place and observer closely the forbidden zone.

Yes, the visit was indeed spectacular, the worst was our close contact with the fantastic public transports at rush hour. First of all getting there was a pain, since after getting to the end of the Metrobus line and reaching Indios Verdes, we entered the bus that took the larger route, passing through all the small villages on the way to Teotihuacán, 40 km made in an hour and a half. Returning we were able to take the direct bus, and gladly we went to the first stop of the Metrobus (a XXL bus that has his own lane) platform. There is a place that is exclusively aimed at women and children, but as a couple we went to the mixed zone. We let two Metrobuses pass and entered the third. We were relatively well located in relation to the doors, so it was with astonishment that once the doors opened I was taken by a mob of men who surpassed me everywhere and I had no seated place. In a gentlemanly manner Pedro gave me his place, but for 45 minutes he had to deal with people elbowing him, stuffed like sardines in a can. At the time of leaving the bus, prudently we went to the door as soon as we left the previous stop, and then, things got more complicated, Pedro left, I saw a number of men getting around me and blocking me my way to the door. In my head for a microsecond passed me horror scenarios, but quickly I began to fight, while shouting loudly, ” señores, con permiso!”.

Needless to say we got home from the pyramids, in a bad mood. In the days that followed the dread of catching public transport at rush hour led us to make decisions like walking over a mile in the dark city, afraid of the human mass that was crowding on the subway. On some other day we decided to take the ladies area and of course, everything was much more civilized.

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