Um fim-de-semana em Portland | A weekend in Portland

Ainda no dia da nossa chegada a Portland, o Tim informou-nos que no dia seguinte iria liderar uma tour da cidade em bicicleta, aos seus tios e a um casal amigo, estendendo-nos o convite, que de imediato retirou por achar que andar de bicicleta não era exactamente o que mais nos apeteceria. Nada de mais errado, ciclar é uma das melhores maneiras de conhecer uma cidade, especialmente com o privilégio de ter um guia local.

Como combinado, pelas dez da manhã já estávamos prontos a arrancar, com o Tim e o Nate, um dos pequenos Raphaels, tendo como primeira paragem a casa dos pais do Tim, para apanhar os dois casais, já na casa dos sessentas, que, nos seus respectivos tandens, nos iriam fazer companhia para o resto do dia.

A primeira paragem foi no Monte Hood, que, tal como o nome indica, implica uma grande subida, bastante inclinada, e onde desde logo percebemos que os ciclistas mais fraquinhos éramos nós. Apreciadas as vistas, foi hora de voltar a descer e fazer um loop à volta de Portland, desta vez na companhia da Kate, que veio substituir o Nate, adolescente com melhores coisas para fazer, mas que passado algum tempo também foi à sua vida (pois tinha uma guerra de bb-guns agendada com uns amigos). A próxima paragem foi no mercado dos agricultores, um verdadeiro paraíso para os sentidos, mais a mais porque estava mesmo na altura das colheitas. O mercado tinha de tudo, desde os mais banais tomates, aos mais esquisitos cogumelos, desde salmão congelado, a umas maravilhosas avelãs biológicas que comprámos. Nalguns sítios receitas, noutros amostras grátis para provar os produtos. Em modo de Sábado de manhã os hipsters que povoam a cidade iam abastecendo os seus sacos de pano ou as suas cestas, parando para almoçar, ou para falar com amigos ou conhecidos. Aproveitámos para restabelecer forças, com uns belíssimos pratos mexicanos, e de seguida dirigimo-nos ao Museu de Arte, onde vimos o último dia de uma exposição de bicicletas, algumas com designs mirabolantes, outras protótipos de bicicletas inovadoras, outras que nunca chegaram ao mercado. Admirou-me, de uma forma positiva, o facto do panfleto explicativo ser reutilizado, já que era entregue por um segurança no início da exposição, para depois ser devolvido no final. Terminada a visita, foi altura de nos despedirmos dos pais do Tim, que se tinham juntado a nós para almoçar e para a visita ao museu, e decidir se íamos visitar o jardim das rosas, o que implicava a subida de mais um monte. Pois sim, lá fomos nós, em grande esforço para acompanhar os restantes ciclistas!

Por esta altura ainda não tínhamos desistido de ir ver um concerto no festival, desta vez os Dodos, e por isso pedimos ao Tim que nos indicasse a melhor maneira de chegar à bilheteira principal. Decidiram todos acompanhar-nos e todos juntos batemos com o nariz na porta, já que era fim-de-semana e a dita estava encerrada. Talvez à porta do concerto, pensámos, (in)felizmente não chegámos a ir já que, depois de chegar a casa e de um lanche retemperador, voltámos a sair. Desta vez o nosso destino era o Lucky Labrador, uma cervejaria, onde já estavam os nossos amigos ciclistas. Para além do Garry e da Liz, voltámos a reencontrar a Annie e o Maarten, o Evan (que depois de chegar à costa em Seattle, desceu até Portland para se juntar a nós por mais uns dias), e até o Eric, que tínhamos visto pela última vez no Colorado. O resto da noite foi passado a reviver os bons momentos da viagem, e a gozar a noite de Portland, entre pizzas nova-iorquinas e gelados caseiros na Salt and Straw. Escusado será dizer que o concerto fica para outras núpcias, afinal de contas, não deve ser assim tão diferente de um concerto em Portugal.

No Domingo o Tim fez anos, e passámos um dia delicioso na companhia da família Raphael, entre bagels para o pequeno-almoço, uma caminhada monte acima, junto ao rio Columbia, no estado de Washington, seguida de cervejas e sidras num country club, uma ida ao supermercado, e de um belíssimo jantar em família. Que mais podíamos pedir para um dia de domingo em família?

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On the day of our arrival to Portland, Tim informed us that on the next day he would lead a tour of the city by bike, to his aunt and oncle and a couple that was traveling ith them, extending us the invitation, which he immediately took back, because he taught that riding a bike on a rest day was not exactly what we would enjoy more. On the contrary, , cycling is one of the best ways to see a city, especially if you have the privilege to have a local guide.

 As agreed, by ten o’clock we were ready to start, with Tim and Nate, one of the small Raphaels, with the first stop at Tim’s parents’ house to pick up the two couples, who were in their sixties, and that, in their tandems, would make us some company for the rest of the day .

The first stop was at Mount Hood, which, as the name implies, involves a large climb, rather steep, and where we soon realized that we were the worst bikers on the pack. After enjoying the sights, it was time to go back down and make a loop around Portland, this time in the company of Kate, who replaced Nate, a teenager with the best things to do (he had a war of bb -guns scheduled with some friends). The next stop was at the farmers market, a true paradise for the senses, the more so because it was the time of the harvest. The market had everything from the most mundane tomatoes, to the most weird mushrooms, from frozen salmon to some wonderful biological hazelnuts that we bought. In some places there were some recipes, other free samples to taste the products. On Saturday morning mode, the hipsters who populate the city were fueling their cloth bags or their baskets stopping for lunch, or to speak to friends. We restore our strengths, with some beautiful Mexican dishes, and then we head to the Art Museum, where we saw the last day of a bike exhibition – Cyclepedia -, some of the bikes with fancy designs, some prototypes of other innovative bikes, others that never hit the market. It admired me, in a positive way, that the pamphlet was reusable, since it was delivered by a security guard at the beginning of the exhibition, and then returned at the end. After the visit, it was time to say goodbye to Tim’s parents, who had joined us for lunch and to visit the museum, and decide if we were going to visit the rose garden, which meant climbing a lot more. Well yes, we went and with a great effort to keep up with the remaining cyclists!

By this time we had not yet given up going to see a concert at the festival, this time the Dodos , and so we asked Tim to tells us the best way to get to the ticket office. They all decided to go with usand so we all hit our nose on the door, since it was the weekend and the place was closed. Maybe at the door of the concert, we thought, (un)fortunately we didn’t make it since, after arriving home and having a reinvigorating snack, we went back out. This time our destination was the Lucky Labrador, a brewery, where our cyclist friends were already hanging out. Besides Garry and Liz, we met again with Annie and Maarten, Evan ( who after reaching the coast in Seattle, went down to Portland to join us for a few more days) , and even Eric, who we had last seen in Colorado. The rest of the night was spent remembering the good moments of the trip, and enjoying the night in Portland, between New York pizzas and homemade ice cream at Salt’n’Straw. Needless to say the concert was left for some other day, after all, it should not be very different from a concert in Portugal.

On Sunday, it was Tim’s birthday, and we spent one day in the delightful company of the Raphael family, among bagels for breakfast, a walk up the hill along the Columbia River, in Washington state, followed by beers and ciders in a country club, a trip to the supermarket, and a wonderful family dinner. What else could we ask for a family Sunday?

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