À descoberta de Portland | Discovering Portland

O resto da semana foi passado a descobrir Portland, a comer algumas iguarias que a cidade tem para oferecer, a aproveitar o tempo que nos restava com os nossos amigos, e a saciar uma das coisas que mais falta nos tem feito falta nesta viagem, a vida em família.

Mas comecemos por apresentar a cidade a quem dela nunca ouviu falar. Portland é uma pequena pérola escondida na imensidão dos Estados Unidos, com um feeling comparável a Berlim (dizemos nós!). Os seus cerca de 600.000 habitantes são fãs de um estilo de vida alternativo (pelo menos para a esmagadora maioria dos Estados Unidos), que inclui andar de bicicleta para todo o lado – as infra-estruturas para ciclistas são invejáveis – ter acesso a cozinhas do mundo inteiro, e mais umas quantas experimentais, participar em todo o tipo de actividades culturais, desportivas e inventivas, comprar em todo o tipo e mais algum de lojas, correr ou passear à beira rio, e, que me lembre, poder experimentar cerveja nas inúmeras micro-cervejarias artesanais que pululam pela cidade. Esta cidade tem um estilo de vida invejável, tendo como único contra o clima. Aparentemente passa grande parte do ano coberta de nuvens, o que não foi o caso quando lá estivemos, já que fomos brindados com uns belíssimos dias de sol e calor.

E que fizemos nós nestes dias de clima estival?

Pois bem, lambuzámo-nos em belíssimos almoços nos carrinhos de comida de rua, que aparecem ora aqui ora ali, entre a grega e a vietnamita, experimentámos sabores da Índia, da Tailândia, do Líbano, de Itália, dos Estados Unidos, em refeições partilhadas com amigos, comemos até ficar enjoados as maravilhosas especialidades do Voodoo Donuts, visitámos a maior livraria do mundo, a Powell Books, matámos a sede de ver um bom filme – 20 feet to Stardom – num cinema com direito a pipocas e sidra servidos em loiça e copos de vidro, fizemos as ocasionais compras nas lojas de outdoor, visitámos lojas de bicicletas, falámos no skype com família e amigos, experimentámos sidra e cerveja artesanais, lemos junto ao rio, percorremos quilómetros e quilómetros de bicicleta, reorganizámo-nos e também descansámos muito.

No meio disto tudo, à saída de uma loja de bicicletas, meteu conversa connosco um senhor que, vendo-nos de mapa na mão, nos perguntou se precisávamos de ajuda para chegar a algum lado. Já não sei muito bem como, apresentou-se como sendo representante da Ortlieb (a marca dos nossos alforges), e o Pedro logo aproveitou para se queixar que o seu saco do guiador tinha os botões estragados, e que nunca tínhamos conseguido resolver o problema porque estávamos em viagem e não tínhamos morada fixa. Tentando várias estratégias para nos ajudar, o senhor acabou por ir buscar um saco novo a uma loja de bicicletas próxima, ficando nós apenas de lá passar a entregar o saco velho. É o que se pode chamar de serviço ao cliente cinco estrelas, tamanha a simpatia revelada, a solicitude em resolver o problema, e a troca do produto sem contrapartidas.

Portland também foi o sítio onde vimos os nossos amigos ciclistas pela última vez! Aproveitámos o tempo com eles enquanto estiveram na cidade, jantámos, saímos à noite, bebemos cervejas, enfim, tudo o que de bom se pode fazer com amigos. Foi difícil dizer adeus, foram muitos os bons momentos partilhados, especialmente ver o amor da Annie e do Maarten a nascer depois de um acidente de bicicleta, ver a amizade entre a Liz e o Garry e ouvir as suas gargalhadas e poder sempre contar com o Evan para nos arranjar um lugar para acampar, e dizer como somos gente muito fixe.

Mas o maior tesouro de Portland foi a família Raphael, que nos acolheu de braços e coração abertos, e de quem nos tornámos membros honorários. Com eles celebrámos aniversários, assistimos a um jogo de futebol do Nate, dois jogos de voleibol da Lucy, partilhámos histórias e fomos conhecendo melhor os nossos espectaculares anfitriões. A Kate e o Tim, passaram a sua lua-de-mel na costa Oeste, e gostaram tanto do clima descontraído que decidiram vir para aqui viver. Pelo meio viveram um ano na Guatemala só os dois, e mais um ano em Santiago do Chile, desta vez com os seus três filhos, o Sutton, o Nate e a Lucy. O Tim trabalha para o governador do estado do Oregon e a Kate tem a sua própria empresa de comunicação, com foco nas ONG’s. Na semana que lá passámos enfrentava e aprendia com o seu novo desafio, realizar e produzir um anúncio para televisão. Entre jantares e aniversários, fomos participando na vida familiar, conhecendo melhor os pais, o irmão e os sobrinhos do Tim e passámos um dos momentos mais especiais da nossa viagem. E se a nossa vontade de partir já era pouca, o Tim e a Kate em nada ajudavam, quando nos iam sugerindo: “podiam ficar mais um dia!”. A certa altura, tivemos mesmo que dizer que “Isto não é o hotel Califórnia, amanhã temos que conseguir ir embora”, mas por nós tínhamos ficado pelo menos mais um mesito!
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The rest of the week was spent discovering Portland, eating some delicacies the city has to offer, enjoying the time we had left with the friends we made on the road, and satisfying one of the things we were most lacking in this journey: family life.

But let’s start slowly, and begin by presenting the city to those who have never heard of it. Portland is a small hidden pearl in the immensity of the United States , with a feeling comparable to Berlin (so we say!) . Its approximately 600,000 inhabitants are fans of an alternative lifestyle (at least for the overwhelming majority of Member States ) , which includes cycling around everywhere – the infrastructure for cyclists are enviable – have access to a world of cuisines just around the block, and a few more experimental ones; participating in all kinds of cultural, sporting and inventive; access to all kinds of shops and a few more you can’t even conceive, run or walk along the river, and , as I remember, to experience beer in one of the innumerous micro-breweries swarming all over the city. This city has an enviable lifestyle, with the sole against the climate. Apparently it spends most of the year amongst the clouds, which was not the case while we were there, since we were blessed only with beautiful days of sunshine and warmth.

And what did we do in those days of summer weather?

Well , we feasted in beautiful lunches at the food carts in every other city street, between the Greek and Vietnamese flavors, tried also some of India , Thailand , Lebanon , Italy, the United States; shared meals with friends, eat until sick the wonderful specialties from Voodoo Donuts (and thank goodness for Nate and Lucy’s late night appetite as they devoured all the leftovers we brought home), visited the largest bookstore in the world, Powell Books, we quenched our desire to see a good movie – 20 feet to Stardom – in a theatre with popcorn and cider served on crockery and glass, did the occasional shopping at outdoor stores, visited bike shops, talked on skype with family and friends, experienced cider and handcrafted beer,  sat by the river and read, rode miles and miles on our bikes, we reorganized and rested a lot.

In the midst of all this, by the door of a bike shop ,  a man who seeing us with the cycling map in our hand , engaged a conversation asking us if we needed help getting somewhere . I do not know very well how, he presented himself as the local representative of Ortlieb (the brand of our panniers) , and Pedro immediately took the opportunity to complain that the snap buttons on his handlebar bag were broke, and we have never managed to solve the problem because we were traveling and had no fixed address. Trying various strategies to solve the problem, Bill Carson eventually went to a nearby shop to get a new bag, and all we had to do was pass thru the shop and hand hand over the old bag on the following days. This is what we can call top notch customer service, when  such sympathy and solicitude revealed to solve the problem and replace the product without counterparts .

Portland was also the place where we last saw our cyclist friends! We took our time with them while they were in town, had dinner, went out at night, drank beers, everything that is good that you can do and share with friends. It was hard to say goodbye, there were many shared good memories, especially to see the love of Annie and Maarten born after a bicycle accident, to see the friendship and hear the laughter from Liz and Garry, and one can always count on Evan to get us a place to camp, and tell us how we are really cool.

But the greatest treasure of Portland was the Raphael family, who welcomed us with open arms and hearts, and who made us honorary members of the family. We celebrated birthdays with them , watched Nate’s football (soccer to some) game, two of Lucy’s volleyball games, shared stories and we got to know our amazing hosts . Tim and Kate spent their honeymoon  on the west coast, and liked the relaxed atmosphere so much they decided to move there to live in. In the meanwhile they lived for a year in Guatemala only the two of them, and another year in Santiago, Chile , this time with their ​​three children Sutton, Nate and Lucy. Tim works for the governor of Oregon and Kate has her own communications company focused on NGOs. In the week we spent there she was facing a new challenge, to direct and produce a TV commercial . Between dinners and birthdays , we were participating in family life , knowing Tim’s parents , brother and nephews a little better and spend one of the most special moments of our trip. And if our desire to leave was already low, Tim and Kate didn’t help at all when they keep suggesting: ‘you could stay another day’. At one point we had to say that ‘This is not the hotel California, tomorrow we need to go”, but we could easily have stayed at least another!

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