Gostámos mesmo muito de Washington DC… | We liked Washington DC a lot…

…mas já era tempo de irmos indo.

Tendo sido eu (Pedro) a montar as bicicletas e sendo a minha primeira tentativa nisso, esperava bastantes mais percalços técnicos. Felizmente houve poucos: as fitas de couro que cedem com a água da chuva e ganham folgas obrigando a, até agora, ter de recolocá-las um par de vezes; ambos os cabos dos ciclo-computadores que já se partiram; e em particular os estabilizadores de direção Hebie 695, que colocados com uma anilha no tubo inferior do quadro, estas deslizaram pelo tubo acima sob o peso colocado nos low-riders e guiador.

Após tentar recolocar os estabilizadores sem resolver o problema, pois as anilhas voltavam a escorregar, tentei retirar as anilhas e reforçar a ligação com umas anilhas para mangueira, gentilmente oferecidas pelo Tom em Jarretsville. Mas o pior tinha acontecido. A anilha na minha bicicleta estava presa. A rosca no parafuso ou na chapa que segura e aperta a fita metálica tinha-se passado e por muito que rodasse o parafuso, não conseguia de forma alguma retirá-lo. Tive que, muito cuidadosamente e pacientemente, serrar a fita metálica , e reclamar para a bike-components.de onde os comprámos, e também para o fabricante. Para poupar tempo e aproveitar a nossa estadia demorada em Washington DC, resolvi enviar em anexo uma série de fotos e um curto vídeo demostrativo do problema, evitando assim o tempo que demoraria enviar para a Alemanha a peça defeituosa. No dia seguinte o pessoal da bike-components.de tinha analisado o problema (bem como na Hebie) e prontificaram-se a enviar-nos as peças sobressalentes sob garantia. Demos a morada do pai do Francisco, a com maior probabilidade de ter pessoas em casa para receber a encomenda.

E assim partimos para DC, passando por Baltimore e Rockville.

Seis dias passados em Washington e nem sinal da encomenda. Havia uma nota no sistema de rastreio a dizer que tinha entrado e saído da alfandega em NYC dia 2, mas a dia 6 dela não havia nem cheiro… mas havia uma luz ao fundo do túnel! Ao final do dia uma nota no sistema dizia que a encomenda havia chegado a Washington. Protelámos um dia a nossa estadia, testando até ao limite a paciência da nossa querida Joana e dos seus companheiros de casa, que com um sorriso acatavam o nosso desalento. Viajar é ir e começa a impacientar-nos o sedentarismo. No final do dia uma nova nota: tinha sido tentada a entrega da encomenda mas sem sucesso, e havia sido deixado uma nota na caixa do correio. Ligámos ao Francisco para o avisar, ele estava em casa do pai e disse-nos que ninguém tinha lá ido e não havia nota nenhuma. Tinham tentado entregar o pacote na morada errada.

Ligámos para os serviços de apoio da USPS, que após constatarem o óbvio, lá perceberam o problema e se descoseram em desculpas. Informaram-nos que podíamos ir ao posto de correio apanhar a encomenda na manhã seguinte. Restava-nos mais um dia em Washington, na esperança que o pai do Francisco tivesse sorte! Na manhã seguinte acordámos cedo, arrumámos os alforges, tomámos o pequeno almoço e esperávamos pela chamada do Armando. O telefone tocou, e do outro lado o Armando diz-nos que não há nada no posto dos correios, mas que pelas 11 horas os carteiros entram ao serviço no posto e que um deles deve ter a encomenda na sua posse. Esperámos mais umas duas horas, entretanto a Joana que se tinha levantado para se despedir de nós voltou para o quarto para trabalhar a partir de casa, e nós ficámos a ver o Ice Age – Continental Drift na TV. Na segunda ronda do Armando ao posto de correios a encomenda estava ainda desaparecida! Passado uns 15 minutos ele volta a telefonar-nos. Ao chegar a casa deu de caras com o carteiro com a encomenda. Disponibilizou-se prontamente a levar-nos a encomenda a casa da Joana e com isto estávamos psicologicamente libertados de DC.

Mas já em cima da hora de almoço, o tempo escasseava para chegar a Manassas (o nosso próximo porto de abrigo). Decidimos almoçar e sair com destino à Union Station perto do Capitólio. Após uma gincana de uma hora para encontrar a plataforma e comprar os bilhetes (no posto de autocarros junto ao parque automóvel, dois pisos acima da plataforma onde nos encontrávamos), apanhámos o primeiro comboio que permitisse levar as bicicletas, e em pouco mais de uma hora, estávamos nós em Manassas, à beira do nosso amigo Micha!

Temos a agradecer ao Francisco e ao Armando pela ajuda em receber a malfadada encomenda, à bike-components.de pelo seu serviço extremamente simpático e eficiente e  à Hebie por ser prestável oferecendo também a sua ajuda.

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…but it was about time for us to get going.

Since it was me (Pedro) who put the bicycles together and being my first try at it, I expected much more technical problems. Gladly there were few: the lather grip tapes that sag with the rain and get slackly, making me reputing them a couple of times already; both cables on the odometers broke already; and in particular the steering stabilizers Hebie 695, that being put in place with a clamp on the downtube, it kept sliding up by the pull of the spring over the load on the low-riders and handlebars.

After trying to reposition the stabilizers without solving the problem, for the clamps kept on sliding up, I tried to put them on again, using some hose clamps (gently offered by Tom from Jarretsville) in front of the original clamp as a stop reinforcement. But the worst had already happened. The clamp on my bike was stuck. The thred on the screw or nut plate that tightens the band was stripped and for as much as I tried to turn the screw, it seems there was no way to get it off. I had to gently and patiently saw the metal band in the Hebie and write a complaint to bike-components.de where we bought it and also to the manufacturer. To save time and take advantage of our long stay in Washington DC, I sent some pictures and a short video that would demonstrate the issue I had with the system, saving the time that would be spent on expediting the faulty parts to Germany. The next day either were willing to help and send the pieces to us in Washington. We gave the address of Francisco’s dad,  for it was the one with the better chances to have someone at home when the postman came to deliver.

And so we parted to DC passing through Baltimore and Rockville.

Six days went by in Washington and no sign of the package. There was a note in the tracking system saying that it went in and out of customs in NYC on the 2th, but it was the 6th and of it not even a scent… but there was a light at the end of the tunnel! At the end of the day there was a not on the system that stated it arrived in Washington DC. We postponed one day more our stay, testing the nerves of our beloved Joana and her housemates, that would endure our disillusion with a smile. To travel  is to go and the sedentarism starts to trouble us. At the end of the day a new note: it had been attempted a delivery of the package but unsuccessful, and a notification note was left in the mail box. We called Francisco to warn him, he was actually at his dad’s house and told us that no one has been there and that there was no note whatsoever. They tried to deliver it to the wrong door.

We called the USPS support services, that after stating the obvious, then finally figured out the problem and  become apologetic. They told us that we could  go to the local post office and pick up the package the following morning. We’re left with another day spent in Washington, on the hope that Francisco’s dad got lucky! That morning we woke up early, packed up our stuff, and took our breakfast as we waited for Armando’s call. The phone wrung, and on the other end of the line Armando tells us that they have nothing at the post office, but by 11 AM the postmen will came in to star their day’s work and one of them probably has it in their possession. We waited a couple of hours more, meanwhile Joana who had woke up to say goodbye to us went back to her room to work from home, and we were left to watch Ice Age – Continental Drift on TV. On Armando’s second round to the post office the package was still missing! Fifteen minutes after that he calls us back. Arriving home he stumbles upon the mailwoman how had the prized package. Offered himself to get to Joana’s house to it to give us, and by that we were psychologically freed from  DC.

It was already lunch time, and time was short for us to get to Manassas (our following safe haven). We decided to eat and leave towards Union Station near the Capitol. After a merry-go-round finding the platform and getting the tickets (at the bus stop by the auto park, two floors above the place where we were), we got on the first train that allowed bicycles on, and little over an hour, there we were in Manassas, next to our friend Micha!

We have to thank Francisco and Armando for their relentless help on receiving the troublesome package, to bike-components.de for their efficient and friendly support and also Hebie for offering their support as well.

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