Uma noite junto ao rio | A night by the river

Nos nossos mapas temos indicações dos sítios onde existem parques de campismo, mas também de alguns locais onde os ciclistas podem pernoitar, com os respectivos números de telefone e contacto.

O nosso destino era Fredericksburg e o local do acampamento o Centro de Actividades ao Ar Livre da Virginia. Um dos números de telefone não estava activo, o segundo ia parar a uma hotline. Ainda assim prosseguimos, confiantes de que iríamos encontrar um local onde acampar. Ainda em Fredericksburg falámos com um casal que nos disse que esse era o sítio da canoagem e que se não estivesse ninguém, era só montar a tenda no lugar que melhor nos aprouvesse. Bem dito bem feito, passámos por baixo da cancela, procurámos vestígios de presença humana, e acabámos por montar a tenda numa espécie de telheiro com mesas, electricidade e luz. Um pequeno luxo, apenas perturbado pela enorme quantidade de insectos que sempre pairam junto à água, e cuja luz acesa potenciou a presença.

 Mas o pior ainda estava para vir, de manhã, ao colocar o pé, ainda descalço, dentro da bota, o Pedro sentiu uma coisa fofa, e tirando imediatamente o pé, viu sair de dentro do cano, uma enorme aranha castanha, a quem ainda conseguiu tirar as mais variadas fotografias. Depois disso qualquer pequena sensação de movimento fazia-nos dar um pequeno salto e procurar por pequenas criaturas que nos pudessem atacar.

Foi um instante enquanto levantámos campo e rumámos à cidade para um pequeno-almoço reconfortante e energético para mais 80 km de ciclismo.

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In the maps we are using we can see the location of the campgrounds nearby, but also of some place where cyclists can stay for the night and that include the telephone number and sometimes the person in charge.

Our destination was Fredericksburg and the place where we would stay the Virginia Outdoor Activity Center. One of the phone number was inexistent and the other was a hotline. Still, there we went, confident that we would find a place to camp. In the center of Fredericksburg we spoke to a couple that told us that the place where we were going was a canoe center and that if there was one there, we just had to set the tent wherever we thought it was better. And so we went, underneath the gate, looked for evidence of human presence and ended up setting our tent in some sort of shelter, with tables, electricity and lights. This was a little luxury, only upset by the enormous amount of insects and bugs that were attracted by the light, and due to the river nearby.

But the worst was yet, in the morning, when Pedro put his barefoot inside his boot, he felt a soft thing, immediately put the foot outside and saw, coming out of the boot, a giant brown spider! He was still able to take some pictures After that, the slight perception of movement would make us a little jumpy looking for small creatures that might be ready to attack us.

Of course it didn’t took us too long to pack everything and pedal towards the city to a comforting and energetic breakfast, to prepare for 50 more miles of cycling.

 

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8 pensamentos sobre “Uma noite junto ao rio | A night by the river

  1. Pá, tenho seguido a vossa viagem como se segue uma série de TV, e este capítulo deixou-me mesmo com medo.
    Beijinhos.

    Spiderman, Spiderman,
    Does whatever a spider can…

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