Lima

As primeiras impressões de Lima não foram as melhores. Quando entrámos passámos muitos bairros desorganizados, com os passeios em terra batida e as casas construídas nos morros. Infelizmente Lima foi sujeita a uma grande migração interna por parte de quase um terço da população e por isso não foi possível promover um planeamento urbano organizado. No entanto, a cidade é composta de várias zonas e desde a altura em que entrámos até apanharmos o táxi para o aeroporto estivemos sempre numa cidade moderna, organizada, de passeios largos, cosmopolita e com todos os serviços e opções culturais que se possa desejar.

Ficámos instalados na casa do Cristian, que está inscrito no site warmshowers mas que estava fora de casa. Coube assim à sua calorosa família, em particular à mãe Graziela e à irmã Tânia receber-nos e auxiliar-nos nos preparativos para viajar de avião. Quando chegámos à morada indicada vimos que se tratava do Colégio Newton, o que nos causou alguma estranheza, mas a verdade é que a família era dona da escola e morava na parte de cima da mesma. Foi bastante divertido ver o corrupio de alunos a entrar e a sair, e poder contar com as dicas da Gladys, a ajudante da Graziela, sempre de lacinho na cabeça e pronta a responder às nossas dúvidas de transportes e de lojas das redondezas.

E foi assim que visitámos um dos maiores mercados barateiros de Lima, com uma zona de mais de vinte lojas de bicicletas diferentes, onde arranjámos caixas de cartão para enfiar as binas depois de desmontadas e também onde comprámos umas malas gigantes para colocar os alforges.

Depois destes assuntos tratados e do Pedro tratar da desmontagem das bicicletas foi então tempo de explorar a cidade, sempre com o auxílio dos simpáticos Limeños que nos encheram de indicações sobre os autocarros a apanhar ou as ruas a percorrer. Conhecemos o Centro histórico e vimos o render da guarda, passeámos no rico bairro de Miraflores cheio de lojas e turistas de cá para lá, num espectacular centro comercial ao ar livre com vista para o oceano, e uma calçada à beira mar cheia de fabulosos jardins, gente a passear num domingo à tarde, incluindo vários delegados da Conferência Mundial de Alterações Climáticas, que se realizava nessa semana, alguns a fazer desporto, outros a passear de bicicleta.

Comemos dos melhores ceviches que já experimentámos nos pequenos mercados de bairro e regozijámo-nos com carcaças do género português, vendidas quase à porta de casa. Fomos convidados para a festa de anos da Tânia, no topo do edifício com vista para o mar, e fingimos saber dançar samba quando a música assim o proporcionou.

O Pedro ficou encantado com a cidade e, com as condições adequadas, parece ser uma cidade muito agradável para viver, já que, estando localizada no meio de um deserto, tem níveis de pluviosidade muito baixos.

Doeu-nos o coração não poder visitar o resto do Perú de bicicleta, mas neste ponto da viagem começamos a sentir muito cansaço acumulado e não sei até que ponto apreciaríamos continuar num cenário muito semelhante ao que temos viajado nos últimos meses. Uma mudança de ares só pode fazer-nos bem e foi com alguma esperança, mas também bastante tristeza que apanhámos o nosso vôo para Foz de Iguaçú.

Uma vez que a estadia no Perú foi muito curta, não andámos de bicicleta e ficámos sempre em casa do Cristian, não faz muito sentido fazer o habitual post do Perú em números e respectivo balanço, mas podemos dizer que temos muita vontade de voltar e explorar o país com algum tempo.

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Our first impressions of Lima were not the best. When we entered we passed through a lot of disorganized neighborhoods, with sidewalks still on dirt and houses built in the hills. Unfortunately Lima was subject to great internal migration by nearly a third of the population and so it was not possible to promote an organized urban planning. However, the city is composed of several areas and from the time we entered until we took the taxi to the airport we were always in a modern city, organized, cosmopolitan tours with and all services and cultural options that one might need, and even a beach.

We were staying at the house of Cristian, who is enrolled in the warmshowers website but he was out of the house. So we were super well received by his warm family, in particular Graziela his mother and his sister Tania who assisted us in preparing for travel by air. When we arrived at the indicated address we saw that it was a private school, which caused us some strangeness, but the truth is that the family owned the school and lived on top of it. It was quite fun to see the hustle of students in and out, and being able to count on the tips of Gladys, Graziela’s assistant, always with a bow on her head and ready to answer our questions about transportation and nearby shops.

And so we visited one of the largest cheap markets of Lima, in one single area we could count more than twenty different bike shops, where we got ourselves some cardboard boxes to put the bicycles after disassembled and also where we bought some giant bags to put the saddlebags.

After these issues addressed and Pedro having disassembled the bikes it was time to explore the city, in which we were assisted by several Limeños explaining us which streets to go and buses to take. We visited the historical center and saw the changing of the guard, the rich Miraflores district full of shops and tourists walking around, a spectacular outdoor shopping center overlooking the ocean, and a sidewalk by the sea full of fabulous gardens, people strolling on a Sunday afternoon, including several delegates of the World Climate Change Conference, which was held on that week, some people running sport, others cycling.

We ate the best ceviche we have ever experienced in small neighborhood markets and we also had a lot of bread, somewhat similar to the Portuguese one. We were invited to Tania’s birthday party, on the roof of a building overlooking the sea, and pretend to know how to dance samba when the music appeared.

Pedro was delighted with the city and with the right conditions, it appears to be a very pleasant place to live, since, being located in the middle of a desert, it has low levels of rainfall.

It hurt our hearts that we were not able to visit the rest of Peru by bike, but at this point of the journey we begin to feel a lot of accumulated fatigue and we think we wouldn’t appreciate to continue in a very similar scenario to what we have traveled in recent months. A change of scenery can only do us good and it was with some hope, but also quite sad that we caught our flight to Foz de Iguaçu.

Since the stay in Peru was too short, we didn’t use our bikes and we were always at the same place, it makes little sense to do the usual post of Peru in numbers and its balance sheet, but we can say we are eager to go back and explore the country with more time.

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