Ometepe & bye bye Nicaragua

Estamos em forma é certo, mas andar, subir e descer, requer um conjunto de músculos diferentes do que usamos para pedalar e a subida ao vulcão deixou-nos de rastos por dois ou três dias. Lembro-me (Sara) de ter dores semelhantes quando me faziam correr seiscentas jardas a cada trimestre na aula de educação física e eu depois ficava quase uma semana com uma imensa dificuldade em subir e descer escadas. Assim os nossos planos de exploração da ilha ficaram ligeiramente adiados e quando os retomámos fizemos tudo com muito mais calma, afinal de contas estávamos no paraíso!

O clima quente e húmido e a tranquilidade do local convidavam ao descanso pelo que passámos algum tempo a baloiçar na rede e a ler, outro tanto a contemplar a maravilhosa paisagem, nadámos nas águas quentes do lago e observámos a vida na praia entre vacas, cavalos e poças cheias de girinos. E achando que mais exercício só nos podia fazer, arquitectámos um plano de visita às cataratas de San Ramón, que implicou um passeio de bicicleta de treze quilómetros para cada lado, quase todo em terra batida, e em concorrência com os inúmeros ciclistas de todas as idades que usam as bicicletas sem mudanças para as suas deslocações na ilha. E se há uma subida mais íngreme? Pois nada mais fácil, saem e empurram a bicicleta por uns metros e depois retomam o passeio, que por vezes implica levar uma amiga ou um vizinho no quadro.

Depois de chegados à Estação Biológica só era preciso galgar mais três quilómetros a pé, os dois primeiros em vertiginosa subida, o último por trilhos estreitos e o leito seco de um rio. Mas valeu a pena, apesar de não haver muita água a queda era de 180 metros e podíamos colocar-nos por baixo com relativa facilidade para um banho refrescante, e além disso tivemos o sítio por nossa conta.

A saída do paraíso foi feita no ferry, este já um verdadeiro ferry, que leva carros e até camionetas cheias de carga, e onde entrámos com as bicicletas e as bagagens como se quer! Nessa noite ficámos em Rivas, mais uma cidade cheia de ciclistas, desta vez vimos uma família completa de bicicleta, o pai pedalava, a filha mais nova ia atrás no suporte, a mãe sentada no quadro levava num braço o pequeno bebé, o filho mais velho ia na sua própria bicicleta. Noutra rua era uma menina vestida de branco como se fosse fazer a primeira comunhão, sentada no quadro da bicicleta que o pai pedalava de forma cuidadosa mas confiante. Carros para quê?

Em Rivas fizemos as últimas compras de mercearias secas e de produtos de higiene, já que se prevê que o próximo país, a Costa Rica, seja bastante mais caro que os seus baratos vizinhos do Norte. Já prevenidos com mantimentos faltava-nos apenas assegurar que não fazíamos os últimos 35 Km até à fronteira de bicicleta. Depois de ouvirmos relatos de assaltos a ciclistas naquela área, parecia-nos arriscado pedalar, no entanto, no quartel dos bombeiros onde ficámos ninguém nos conseguiu ajudar nesta tarefa. Na manhã do dia seguinte ainda tentámos uma boleia mas quando um táxi parou e nos disse que sim senhora que levava as bicicletas nem pensámos duas vezes e em breve já lidávamos novamente com os trâmites legais de mais uma travessia. Foi o adeus à Nicarágua, hello Costa Rica.

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Its true that we are fit, but walking up and down, requires a different set of muscles than the ones we use to ride and the volcano´s climb left us very sore for the next two or three days. I (Sara) remember having similar pains when I was forced to run at gym classes and then have an immense difficulty in walking up and downstairs for almost a week. So our plans for further exploration of the island were slightly delayed and when we resumed to them we did everything much more calmly, after all we were in paradise!

The hot and humid climate and the tranquility of the place invited to rest so we spent some time swinging in the hammock and reading, as well as enjoying the beautiful scenery. we swam on the warm waters of the lake and observed life on the beach, including cows, horses and pools full of tadpoles. And thinking that the more exercise could only do us well we thought of a plan to visit San Ramon waterfalls of San Ramon. That included a bike ride of sixteen miles, almost all on a dirt road, and in competition with the numerous cyclists of all ages who use bicycles without gears to their travels around the island. And if there is a steeper climb? The solution is quite simple, they get out of the bike, push it by hand for a few meters and then resume to the bike ride, which sometimes means bringing a friend or neighbor on the frame.

After arriving at the Biological Station it was only necessary to climb two miles on a steep hike, the first one and a half on a dirt road, the last by narrow trails and a dry river bed. But it was worth it, although there is not much water, the drop has 180 meters and we can take a shower on the cascade with relative ease and as a bonus we had the place all to ourselves.

Leaving paradise was done on a proper ferry, one that takes cars and full loaded trucks, so we just entered with our bikes as they were! That night we stayed in Rivas, another town full of cyclists, this time we saw a complete family on a bike, the father pedaled, the younger daughter was behind him seated on the rack, the mother was sitting on the frame with a tiny baby in one of her arms and the older son had his own bike. In a different street a girl dressed in white as if making her first communion was sitting on the bicycle frame while the father pedaled carefully but confidently. Why do you need a car for?

In Rivas we did the last purchases of dry goods and toiletries, as it is expected that the next country, Costa Rica, is considerably more expensive than its cheap northern neighbors. Equipped with all the groceries we needed now we only had to ensure that we would get to the border, some 21 miles ahead, without cycling. After hearing reports of assaults on cyclists in that area, it seemed risky to cycle, however, at the fire station where we stayed nobody could help us with that. At dawn on the next day we first tried a ride but when a taxi stopped and told us that he could carry the bikes we didn’t think twice and soon we were dealing again with the legal procedures of yet another border. It was goodbye to Nicaragua, hello to Costa Rica.

 

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