Dia 6 PL – Ciclar sozinha | Day 6 PL – Riding alone

O dia começou bem cedo já que, uma vez mais, ia ser longo, com 114 Km, desta vez com uma grande subida logo no início. Como o Pedro ainda não estava recuperado decidimos aproveitar (uma vez mais) uma boleia do Tod, e na traseira da carrinha iam também os alforges da Jeanné, que mesmo depois da queda, se sentia em condições para seguir de bicicleta.

A primeira paragem foi no cimo do monte, de onde conseguíamos avistar o resto do grupo a subir, enquanto fazíamos café sentados em cadeiras portáteis. À medida que iam chegando começámos a aplaudi-los naquilo que apelidámos de “tour de friends”. À medida que iam chegando eu (Sara) comecei a achar que não havia razão para seguir na pick up, já que nenhuma maleita me tolhia os movimentos e, de alguma forma, sentia falta daquela euforia de ter conquistado mais uma subida. Por seu lado a Jeanné pediu boleia porque estava a forçar o braço em cima do qual tinha caído na noite anterior, e já éramos quatro na cabine.

À segunda paragem foi hora de distribuir amendoins e desejar aos ciclistas uma boa descida do monte. Foi aí que um condutor parou e nos avisou que uma das raparigas do grupo tinha dado uma grande queda. A infortunada Annie, seguia atrás do Maarten monte abaixo, a uma velocidade de cerca 80 km por hora, quando decidiu desviar-se um pouco e o vento, que antes estava bloqueado, a derrubou violentamente. O resultado foi terrível, um braço e uma perna inchados, de várias partes do corpo a pele ficou no asfalto. Foi assim, à necessidade de mais espaço na carrinha, que eu imediatamente saltei do meu lugar, peguei na minha bicicleta, sem os alforges, e comecei a pedalar monte abaixo. Poucos quilómetros depois parámos para almoçar e o ambiente não era dos melhores, já que todos estávamos preocupados com a Annie.

Pela minha parte, sentia-me despida sem o Pedro. Temos estado juntos ao longo de todos estes meses e era a primeira vez que eu pedalava sozinha nos Estados Unidos. A seguir ao almoço depressa me apressei no caminho, na tentativa de demorar o menor tempo possível até ao nosso reencontro.

Sentia-me insegura e ao mesmo tempo aborrecida, estava calor e eu sofria com as minhas calças pretas e sem os meus calções acolchoados. Depois cheguei à primeira cidade e vi o Evan, que me fez companhia durante um bocadinho mas depois seguiu o seu caminho. Comprei uns snacks, disse olá ao Kevin e ao Eric e fiz-me novamente à estrada.

Comecei a animar-me, a admirar um bocadinho mais a paisagem, e também a gozar a leveza da minha bicicleta sem a bagagem que costumo arrastar comigo, e a velocidade que a descida, e posteriormente o vento traseiro, me foram permitindo. Na verdade a minha verdadeira motivação para andar depressa era o medo de ter um problema na bicicleta e todos os ciclistas terem já passado por mim, sem ninguém para me ajudar. Para além de não saber grande coisa de mecânica, não tinha qualquer tipo de ferramentas para me safar sozinha, nem a um simples pneu furado.

Na segunda cidade resolvi parar novamente, comer um lanche e foi aí que comecei a apreciar estar sozinha, parar quando queria e precisava, sem ter que avisar ou “negociar” mais um bocadinho e tempo na bicicleta, comprar o que queria para comer, dispor do meu tempo e do meu orçamento. E continuei, até um miradouro onde fiz uma última paragem para apreciar a vista, e onde o Pedro aparecia com o Tod na carrinha, com um enorme sorriso no rosto e o Evan Dando na mão para colocar na minha bicicleta e me fazer companhia.

Face à possibilidade de fazer o resto do percurso de carro, achei melhor terminá-lo de bicicleta (o que deixou o Pedro muito orgulhoso) e foi assim que atingi o meu record de velocidade, 90 Km em 4 horas.

Quanto à Annie, depois de um banho quente e alguns comprimidos foi ficando melhor, e voltou a andar de bicicleta uma semana depois.

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The day started early since, once again, it would be long, around 70 miles, this time with a big climb at the beginning of it. As Pedro was not feeling better we decided to take advantage of Tod’s ride. Jeanné decided to send her panniers at the back of the truck, but even after the fall she felt able to ride her bicycle.

The first stop was at the top of the hill, where we could spot the rest of the group climbing as we made coffee sitting in portable chairs. As they started coming we were applauding them in what we called “tour of friends.” As I was seeing them arriving to the top I (Sara) began to think there was no reason to go on the truck, since I had no problem at all and somehow I missed the euphoria of having won one more climb. Jeanné also took a ride on the truck because she felt she was forcing the arm over which she had fallen the night before, and so there was already four of us in the cabin.

At the second stop it was time to hand out peanuts and wish the riders a good hill descent. That was when a driver stopped and told us that one of the girls in the group had a major crash. The ill-fated Annie, was riding behind Maarten at a speed of about 50 miles per hour, as she was drafting she decided to move to the side and the wind knocked her down violently. The result was terrible, swollen arm and leg, lots of skin lost onto the tarmac. Since there was more space needed in the truck, I immediately jumped out of my seat, grabbed my bike without the panniers, and started pedaling down the hill. A few miles later, we stopped for lunch and thewe were all feeling a bit down, worrying about Annie.

Me, I felt naked without Pedro. We have been together over all these months and it was the first time I rode alone in the United States. After lunch I quickly hurried down the road, trying to take as little time as possible so that we could be together again.

I felt restless and bored at teh same time, it was hot and I was suffering with my black pants and without my padded shorts. I got to the first town and saw Evan, who kept me company for a bit but then went on his way. I bought some snacks, said hello to Kevin and Eric and hit the road again.

EventuallyI started to cheer up, to admire the scenery a bit more, and to enjoy the lightness of my bike without all the luggage I usually drag around, I also start enjoying the speed that the descent and then the tail wind were allowing me. Actually my real motivation to go fast was the fear of having a problem on the bike and none of the other cyclists behind me with no one to help me in case i needed it. In addition to not knowing much of mechanics, I hadn’t any tools to fix anything, not even a simple flat tire.

In the second city I decided to stop again, have a snack and it was there that I began to enjoy being alone, stop when wanted and needed, without any warning or “negotiation” of just a little bit more riding, buy what I wanted to eat, dispose of my time and my budget. I continued up to a viewpoint where I made one last stop to enjoy the view, and where Pedro appeared with Tod in the truck, with a huge smile on his face and Evan Dando on hand to put on my bike and keep me company .

Faced with the possibility of making the rest of the way on the truck, I decided to finish it by bike (which made Pedro very proud ) and I hit my record, 55 miles in 4 hours.

As for Annie, after a hot shower and some medicine she got better, and resumed to cycling about a week later. 

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