O topo da Trans AM | The Trans Am summit

O dia seguinte foi de arranque a meio gás, com a ideia de ainda ficar por Fairplay. Mas depois de ir ao café do sítio para um belo  pequeno almoço do habitual dose de panquecas e outra de biscuit and gravy, acompanhadas por um ovo estrelado, a nossa vontade de ficar foi desaparecendo com a fome. Acompanhados do Garry e do Evan regressámos à casa do Russ para levantar campo e deixar Fairplay. O Evan com o seu carácter diligente, partiu em primeiro lugar, e nós e o Garry ficamos para trás para tirar umas fotos no poster alusivo à série South Park (Fairplay é a cidade inspiradora da série), e ver a cidade museu que relembrava os tempos da conquista do Oeste.

Saímos tarde e tomámos a ciclovia que ladeava a estrada até Alma, e pouco mais de uma dezena de quilómetros superados, pontuados por chuva fria repentina e inesperada, chegávamos ao município mais alto dos Estados Unidos, bem a tempo de almoçar mais um cheeseburguer. Na saída do restaurante encontramos mais  uns ciclistas que iam na mesma direcção, o Will e o Graham, de quem  tínhamos ouvido falar desde o Kentucky. Eles iriam ficar por ali naquele dia pois esperavam alguém que deveria chegar mais tarde.

Saímos em direcção ao ponto mais alto de toda a transamérica (3518 metros de altitude), numa estrada seguindo o vale que parecia acabar num beco de escala monumental. A estrada galgava a parede norte com uma inclinação crescente e sem fim à vista. Felizmente a chuva havia passado e o frio que deixou para trás era combatível com as pedaladas sucessivas que nos levavam cada vez mais alto. Após uma mão cheia de paragens para tirar umas fotos (e recuperar o fôlego), e quase duas horas a escalar a encosta, finalmente vislumbramos o marco do ponto máximo do Hoosier Pass.

Na verdade era bastante difícil de o ver. Dezenas de garotas rodeavam a placa de pedra, em constante corrupio e alarido, dançando e cantando, correndo de e para o autocarro que as tinha levado até ali. Passámos cerca de meia hora rindo entre a energia que as movia naturalmente e a excitação suplementar que ouvir a nossa própria história lhes transmitia. Soubemos que eram um grupo de raparigas judias e que andavam de autocarro de estado em estado a descobrir a América profunda

Revigorados pelo bom humor e presenteados com uma caixa de bolachas que a professora das miúdas nos deu, deixámos o cume e largámos-nos à força da gravidade. Uma descida gloriosa que, de tão bela e divertida, nos divide entre parar para tirar mais uma fotografia ou continuar a serpentear entre os cotovelos da estrada de vento a rasgar-nos o sorriso no rosto. Em menos de nada estávamos em Breckenridge, acompanhados do Garry e Evan, que tinham tido experiências muito diferentes da nossa. Seguimos para a casa do Warren, o nosso hospitaleiro warmshower na cidade.

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The next day the start was at half-speed, with the idea of ​​staying in Fairplay still on our minds. But after going to the coffee place for a nice breakfast of the usual doses of pancakes and biscuit and gravy accompanied by a fried egg, our willingness to stay begun to disappear at the same rate as the hunger. Accompanied by Garry and Evan, we came back to Russ’s house to lift camp and leave Fairplay. Evan with his diligent character left first, and  alongside Garry, we stayed behind to take some pictures on the poster allusive to South Park TV show (the show was inspired by this town)  and to see the city museum that recalled the days of the conquest of the West.

We left late and took the bike path that paralleled the road to Alma, and as we just overcame over a dozen kilometers, punctuated by sudden and unexpected cold rain, we reached the highest (incorporated) town in the United States, just in time for a cheeseburger lunch. As we exited the restaurant we found a few more cyclists that were going in the same direction: Will and Graham, that we had heard from in Kentucky. They would stay there, as they expected someone who would arrive later that day.

Headed out towards the highest point of the entire Transamerica (11,539 feet), we took a road following the valley which  seemed to end up in an alley of monumental scale . The road climbed the north wall with a  rising slope and no end in sight . Fortunately the rain had passed and we were able to fight the cold it left behind with successive pedaling that took us higher and higher. After a handful of stops to take photos (and catch our breaths), and almost two hours of climbing,  we finally glimpse the landmark of Hoosier Pass.

Actually, to tell the truth, it was quite hard to see it. Dozens of girls surrounded the stone plaque in constant bustle and fuss, dancing and singing, running to and from the bus that had brought them there. We spent about half an hour laughing between the energy that moved them naturally and the extra excitement that hearing our own story had conveyed’em. We found they were a group of Jewish girls who were travelling in a bus from state to state to discover the deep America.

Invigorated by good humor and presented with a box of cookies by the teacher of the girls, we left the summit taken by the force of gravity. A glorious descent that is as beautiful as it is fun, divides us between stopping to take another shot or continue to meander between the switchbacks of the road as the wind was ripping us a smile. In no time we were in Breckenridge , accompanied by Garry and Evan , who had very different experiences from our own. We went to the house of Warren, our hospitable warmshower in town .

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8 pensamentos sobre “O topo da Trans AM | The Trans Am summit

  1. oops, esta que est brutal IMGP2070. no que vcs nao estejam giros 😀

    On Wed, Sep 4, 2013 at 10:17 AM, Jos Braga Garrido wrote:

    > grupo de garotas? mais paletes lol. a foto IMGP6352est brutal 😀 > >

  2. It was great to see a nice picture of the both of you. We are very proud of your accomplishments to date and wish you all the best on your continuing adventure. We were very lucky to have been a small part of it in the early stages and have enjoyed so much your posts which continue to inspire and amaze us, Thanks for keeping us informed and we hope to share some coffee again one day.

    Tony & Betsy

    Tony Ricci Sent from a portable.

  3. muito bem. Contentes e bem dispostos! sinto uma pontinha de inveja quando vejo as fotos desses espaços sem fim! 🙂 Bjs e boa viagem

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