A banhos em Baños e até à selva | Hotsprings in Baños and all the way to the jungle

Sete dias sem parar e a casa do Javier em Latacunga fizeram com que “reclamássemos” um merecido dia de descanso, para lavagem da roupa e todas as coisas que sempre é preciso tratar em dias de pausa.

Depois já estávamos prontos para a estrada e seguimos em direcção a Ambato, pela panamericana, num dia de pouco esforço. O objecitvo era visitar o vulcão Chimborazo, a mais alta montanha do mundo quando contada a distância desde o centro da terra, uma vez que está localizada no Equador, mas as nuvens eram tantas quando acordámos que resolvemos seguir directamente para a cidade de Baños.

Sair de Ambato implicava subir, mas terminada este primeiro obstáculo o caminho era quase todo a descer, pelo que ainda chegámos a tempo de almoçar um fantástico horneado (leitão assado com tortilhas de batata a acompanhar), uma das especialidades locais, visitar a cidade e procurar um sítio para ficar.

Depois de instalados resolvemos ir às termas de Baños, o ex-libris da cidade. Infelizmente estavam fechadas e só voltavam a abrir em horário nocturno, às seis da tarde. Melhor, pensei eu, vai ser uma experiência mais relaxada e não vai estar tanta gente. Não podia estar mais enganada, Domingo à noite parece ser o momento ideal para levar toda a família a banhos e, aparentemente, a criançada gosta de água quente. Ao contrário de mim, criatura de tensão baixa, que me sinto mal se estou demasiado tempo de molho.

Já o Pedro estava nas suas sete quintas, tendo logo entrado na piscina mais quente (a 44º graus) e daí saltitado alegremente entre banhos quentes e gelados, apreciando a experiência na sua plenitude. Já eu, quase me limitei a ficar na piscina onde estavam as famílias e as crianças a serem crianças, mas nem por isso deixei de ter dois momentos fantásticos, o primeiro quando a morrer de frio entrei pela primeira vez, e o segundo quando, depois de ter passado algum tempo na piscina mais quente me senti a voltar à vida debaixo de um jacto de água fria. A caminho do hotel onde estávamos acampados comemos uma pizza e depois fomos logo dormir que a moleza dos banhos assim obrigava.

No entanto, a noite de sono não foi suficiente para nos fazer sair do relaxamento total e no dia seguinte entre tomar o pequeno-almoço, arrumar tudo e saltar na cama elástica, saímos era já uma da tarde sob um sol abrasador.

Para um país tão pequeno é incrível a quantidade de climas e paisagens tão diferentes que o Equador tem, a costa, os Andes e o Oriente (a selva nos arrabaldes da Amazónia). Era para esta última que nos dirigíamos, tentando experimentar algo diferente, com chegada à cidade de Puyo.

O caminho até Puyo tinha sido sujeito a obras há algum tempo e construíram túneis pelas montanhas, que, com excepção de um, estavam vedados a ciclistas. A alternativa era usar a estrada antiga, passando por pequenas aldeias e aproveitando as vistas para o rio e para as inúmeras e bonitas cascatas que o ladeavam. A floresta explodia em verde e nós levámos quatro horas a fazer uns míseros 23 km, quase sempre a descer, tamanha a quantidade de vezes que parámos para tirar fotografias.

Depois de almoçar lá seguimos caminho, entre subidas e descidas até que, o rio que nos ladeava, primeiro ainda lá de cima e depois já a poucos metros de distância, se abriu numa espécie de foz enorme, já sem chuva e as poucas nuvens que ainda se viam mostravam um céu azul bebé, bastante diferente do azul forte que nos tinha acompanhado nos últimos tempos.

Os últimos quilómetros foram feitos o mais depressa que conseguimos, tentando evitar a escuridão da noite, mas um furo no pneu do Luciano impediu que o nosso desejo se realizasse. Era já noite escura quando depois de um pequeno tour na cidade lá conseguimos encontrar o quartel dos bombeiros onde ficámos naquela noite.

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Seven days without stopping and the home of Javier in Latacunga caused us to “claim” a well-deserved rest day that we used to do laundry and all the things you always have to deal with in rest days.

After that we were ready for the road and went towards Ambato, on the Pan-American highway, having a day of little effort. Our goal was to visit Chimborazo volcano, the highest mountain in the world when counted from the center of the earth, since it is located in Ecuador, but the clouds were so many when we woke up on the next day that we decided to proceed directly to the city of Baños.

Getting out of Ambato we had to climb, but as soon as we finished this first hurdle the way was mostly downhill, so we arrived in time for lunch and we had an amazing horneado (roasted suckling pig with potato tortillas), one of the local specialties, visited the city and looked for a place to spend the night.

Once installed we decided to go to the hotsprings, the city ex-libris. Unfortunately they were closed and would only open again at night time. I thought that was actually better since it would allow us a more relaxing and less crowded experience. I couldn’t be more wrong! Sunday evening seems to be the ideal time to take the whole family to the hotsprings and apparently kids like hot water. Unlike me, owner of a low pressure system, so I do feel bad if I’m too long in hot water.

Unlike me, Pedro was highly adjusted. He started by entering the hottest pool (at 44º celsius), and then he kept moving from hot to cold, enjoying the whole experience. I kind of stayed in the pool with all the families and their children being children, still I got to enjoy two amazing moments, the first when I was shivering with the cold and entered the water for the first time, and the second when after having spent some time in the hottest pool, I felt like coming back to life under a jet of cold water. On the way to the hotel where we were camping we had pizza and then went right to sleep since the state of weakness from the baths so required.

However, the night’s sleep was not enough to get us out of total relaxation and the next day between having breakfast, packing and jumping on the trampoline, we left it was already one o’clock under a scorching sun.

For such a small country is amazing how Ecuador has so many different climates and landscapes. It  has, the coast, the Andes and the East (the jungle on the outskirts of the Amazon). It was to the latter that we rode, trying to see something different, with arrival in the city of Puyo.

The road to Puyo had been subject to works for some time and tunnels through the mountains were built, which, with the exception of one, were closed to cyclists. The alternative was to use the old road through small villages and enjoying the views of the river and the many and beautiful waterfalls that lined along it. The forest exploded in green and it took us four hours to do a measly 23 km, almost always down, such was the number of times we stopped to take pictures.

After lunch we kept going up and down following the river that at some point opened in a huge mountain, and the skyes, with no rain and a few clouds, turned into baby blue, quite different from the deep blue that had been with us in recent times.

The last few miles were made as quickly as possible, trying to avoid the darkness of the night, but a puncture in Luciano’s tire changed our plans. It was already dark night when, after a short tour in the city trying to find the fire station, we were hosted with a smile and took a deserved rest.

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