Em terras amish | In amish land

Depois de um dia desesperante e frio, nada melhor que nos apetrecharmos novamente para a chuva e para temperaturas menos simpáticas. Nada mais errado, assim do nada começou uma onda de calor, que se prolongou por três dias e que nos levou ciclar a temperaturas de trinta e tal graus.

Para além do mais, e parafraseando as sábias palavras do nosso caro Ken Sharpe, “não existem caminhos planos quando se anda de bicicleta!” E foi assim que com muito esforço subimos e descemos sucessivos montes (mas ainda não montanhas) que apesar de curtas se apresentavam desafiantemente íngremes – de vez em quando obrigando-nos a subir as bicicletas a pé – passámos parques nacionais, riachos e grandes rios. Fizemos piqueniques e comemos em dinners, conhecemos hosts vegetarianos, outros religiosos, com quem partilhámos histórias de ciclismo, visões sobre Portugal e os Estados Unidos. Histórias de viagens e histórias pessoais. Conhecemos as suas casas e os seus modos de vida, a sua vontade de andar de bicicleta e a sua total dependência em relação ao carro. As casas grandes, os frigoríficos gigantes, a sua enorme bondade, a diversidade de modos de vida e a incrível generosidade com que nos acolhem, às vezes mais do que uma noite.

E foi pelo meio de cidades e pequenas vilas que passámos em terras amish. Na verdade não são totalmente amish, são localidades em que os amish têm quintas e escolas próprias, mas que não são fechadas. Aqui, segundo nos relataram, até o próprio Walmart tem um local destinado ao estacionamento de carroças. Não deixa de ser interessante ver como estas pessoas ainda cultivam a terra como no século XIX, e como se vestem, nalguns casos, como os primeiros pioneiros, No entanto, ainda mais curiosa é a forma tolerante como são vistos pela comunidade que os rodeia, e que os tem em conta de serem pessoas amistosas. Verdade seja dita, acenaram-nos enquanto passávamos de bicicleta, mas aparentemente esta é uma característica americana e não exclusivamente amish.

 Numa destas cidades, Manheim (repleta de amish e menonitas) parámos durante um dia, para retemperar forças e fugir a uma forte tempestade prevista para aquele dia. Aí conhecemos a Lindsay e o Dave, que já acolhiam em sua casa o Jack, um estudante chinês em intercâmbio com uma das escolas locais. Felizmente eram pessoas bastante conversadoras e pudemos aprender algumas coisas sobre a sua religião (os Menonitas), a sua vida nos Estados Unidos, as viagens que já fizeram, entre outros variados assuntos, que já se sabe que as conversas são como as cerejas.

 Foram dias duros e bem passados, cinco em que pedalámos com convicção até esgotarmos as nossas (ainda poucas) forças, e um de descanso (bem merecido). Agora é tempo de voltar a pedalar e descobrir novos lugares e pessoas.

IMGP1066

IMGP5837

IMGP1113

IMGP1117

IMGP1119

After a despairing and cold day, nothing better than gearing up for the rain and cold weather again. Nothing could be wronger, just out of nowhere a heat wave broke upon us, and extended for the following three days, making us cycle in temperatures usually above 80ºF.

Other than that, and quoting the wise words of our dear Ken Sharp, “there are no plain roads when you’re bicycling!”. And that’s how with plentiful effort we climbed and descended successive hills that although short in length often would present themselves defiantly steep – every once in a while making us walk up the bicycles – passed through national parks, big rivers and small creeks. We made picnics and ate in dinners, met vegetarian hosts, other religious, with whom we shared our cycling tales, visions of Portugal and the US. Voyage and personal histories. We got to know their houses from the inside and their way of life, their will to travel by bike again, and their present dependence of he car. The big houses, the huge fridges, their enormous kindness, the diversity of their ways of life and the amazing generosity with which they take us in their homes, some times more than one night.

And it was through towns and small villages that we went by amish lands. More precisely they are not totally amish, they are places in which amish folks have farms and schools of their one, but are open to the community. Here, as we were told, even the Walmart has a proper parking space for horse carts. It’s quite amusingly interesting seeing how these people still work the land as if it was the XIX century , and they wear clothes who could be similar to their settler ancestors’. In fact, they are well integrated in the community, and seen and admired by fellow citizens as friendly and hard working people. They would wave to us as we passed by, as any other american could.

In one of those cities, Manheim, with a strong Amish and Mennonite community, we stopped during one day to regather our strengths and wait as a strong sub-tropical storm passed by Pennsylvania. There we we’re welcomed by Lindsay and Dave, whom had already staying with them Jack, a Chinese  exchange student in one of their local high schools. They were about our own age, and rather conservative to the standards we are used to. Luckily they were a really nice and talkative couple and we’re able to learn something about their religion (the Mennonites) and way of life, their past voyages abroad by bicycle, among various unrelated subjects, because conversations are like cherries.

These were hard and well worth days, five of which we pedaled with conviction until we run out of (still meagre) stamina , and one (well deserved) leisure day. So the time to get back on the road, finding new places and people came again.

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s