Entre Salento e Popayán | Between Salento and Popayán

Sair de Salento não foi fácil mas o nosso tempo de visto na Colômbia estava a acabar e era preciso apressar-nos. Depois de uma breve passagem por Calarcá, onde ficámos com o Nando dos coelhos (o prato típico do seu restaurante é o coelho, onde comemos umas fantásticas salsichas), despedimo-nos do eixo cafezeiro, com grande pena. Além das incríveis e inesperadas experiências que tivemos, é nesta zona que estão situados os supermercados portugueses da Jerónimo Martins e depois de dois meses a comer pães de leite ou baguetes manhosas, pudemos deleitar-nos com pão verdadeiro. Infelizmente voltamos agora ao registo habitual.

O caminho é feito agora pelo vale do Cauca, a 1500 metros de altitude e bastante mais quente que nos dias anteriores, com grandes distâncias em plano, canaviais de cana de açúcar a perder de vista, e bancas de estrada a vender uvas e melancias. Em dois dias e 180 km depois chegámos a Cali, uma das principais cidades colombianas onde a salsa é a principal atracção. O melhor foi mesmo voltar a ver o Knut, o nosso amigo norueguês que conhecemos no barco que nos trouxe à América do Sul, e um espectacular bacalhau cozido com grão, batatas e legumes que o Pedro preparou ainda com os restos da encomenda que veio com a Mafalda até Bogotá.

Depois de dois dias de descanso, dolce fareniente e uma breve visita ao desinteressante centro, metemo-nos novamente ao caminho em direcção a Popayán. Depois da primeira paragem em Santander de Quilichao, com a simpática família do John, acabou-se a boa vida e voltou a serrania e o consequente frio, mas também a vista das montanhas, que é sempre mais recompensadora que a de grandes distâncias planas.

Em mais dois dias estávamos em Popayán, com mais um almoço oferecido pelo caminho, e conhecíamos a Floralba, a mãe do Ronald, este sim inscrito no site warmshowers, mas que não chegámos a conhecer. Mas não houve problema, a Floralba tratou-nos como se fôssemos seus filhos, sempre com comida pronta na mesa e conversas bem humoradas.

Popayán é chamada de cidade branca, já que no centro histórico todos os edifícios estão pintados de branco, com excepção de algumas igrejas, e é também uma cidade bastante tranquila, cheia de estudantes onde apetece passear calmamente. Daqui seguiríamos directos à fronteira mas isso é toda uma outra saga.

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Leaving Salento was not easy but our Colombian visa was running out and we had to rush. After a brief stay in Calarcá, with Nando and Elisabeth who have a restaurant, where the typical dish is rabbit and where we ate some fantastic rabbitt sausages, we said goodbye to the coffee axis, with great sorrow. Besides the amazing and unexpected experiences we had, it is in this area that some Portuguese supermarkets are located and after two months of eating brioche type bread or with some luck some not so good baguettes, we delighted ourselves with true bread. Unfortunately we now have to go back to the usual colombian bread.

The road took us know to the Cauca valley, and at 1500 meters of altitude it is rather warmer than the previous days, with large distances on flat, sugarcane fields till the infinitum and road stalls selling grapes and watermelons. Two days and 180 km later we arrived in Cali, one of the biggest Colombian cities where salsa is the main attraction. The best was part was seeing Knut again, our Norwegian friend that we met on the boat that brought us to South America, and a spectacular cod fish with chickpeas, potatoes and vegetables that Pedro cooked out of the stuff Mafalda brought us to Bogota.

After two days of rest, dolce fareniente and a brief visit to quite unattractive center, we got in the way again towards Popayán. After the first stop in Santander de Quilichao with John’s friendly family, the good flat life ended and we saw us again doing big climbs and consequently returning to the cold cold. At least the view of the mountains is always more rewarding than on large flat distances.

In two days we were in Popayán, with an offered lunch along the way, and we met Floralba, Ronald’s mother, the one who is enrolled in the warmshowers site, but we didn’t really met him. But there was no problem, Floralba treated us like we were her kids, always with food on the table and some really humorous conversations.

Popayán is called the white city, as in the historical center all the buildings are painted in white, with the exception of some churches, and is also a fairly quiet city, full of students and inviting to some quiet walks. From there we went straight to the border but that’s a whole different saga.

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