O merino e o vagabundo | Merino and the tramp

De entre as nossas pesquisas, a roupa teve um papel tão importante como outros itens. Quando lemos sobre as vantagens da roupa em lã merino, parecia a solução ideal. É um material hidrófobo, característica que é importante para nos manter secos o mais depressa possível e, mesmo quando molhado, consegue manter a temperatura do corpo estável, tanto em ambientes frios como quentes.

Estas características são também apanágio de algumas fibras sintéticas, e apesar de na roupa em merino ser de eficiência superior, a verdadeira cereja em cima do bolo é ser naturalmente antibacteriano. O resultado é que os maus odores típicos, que podem ser embaraçosamente fortes noutros tecidos, são muito menos intensos quando se trata de merino, o que significa que conseguimos reutilizar por dois a três dias. Em fez de fazer-nos cheirar mal, as t-shirts emanam apenas um leve aroma a ovelha, que apesar de estranho está longe de ser incómodo e é até algo distintivo.

O primeiro revés do merino é a disponibilidade. Não o encontrámos em Portugal. E sendo roupa queríamos experimentar antes de comprar. Depois o preço. A cerca de 50 € cada t-shirt, o investimento alivia a carteira consideravelmente, sendo que cada um de nós leva 2 t-shirts de manga curta e outras tantas de manga comprida. A última desvantagem é a durabilidade, e foi algo sobre o qual não lê-mos em lado algum… Tanto as peças da Ice Breaker como da Smartwool (marcas de renome e por isso as escolhidas) em menos de um ano começaram a apresentar sinais de fadiga, e a tela, nas zonas mais expostas ao contacto com a pele ou expostas ao sol, cedia à mínima tensão. No início tentava coser os buracos, mas a frequência com que eles apareciam rapidamente superou o dos meus remendos, e sob a reparação o tecido repuxava em outros pontos também fragilizados e ao lado das costuras lá apareciam novos buracos.

Em El Salvador o destino levou-nos a um centro comercial pela mão do nosso amigo Jose Garcia, anfitrião warmshower em El Salvador, e dirigimo-nos ao espaço de desporto enquanto a família fazia as compras da semana. E assim escolhemos cada um de nós uma t-shirt nova, no mais tradicional poliéster geralmente utilizado para a prática de desporto, desenhado para exsudar o suor. Em cores vivas, a Sara tem agora uma t-shirt amarelo canário Nike Miller e eu uma Adidas climalite + (que tenta imitar o toque de algodão) em laranja mecânico, cores que nos fazem visíveis a um légua ou duas, atributo adicional muito bem recebido por nós, em particular quando na estrada.

Já as usámos umas duas ou três vezes, e do ensaio podemos afirmar que: mantêm-nos ligeiramente menos frescos que as sua congéneres ovinas, nota-se muito mais o sujo (em particular no amarelo) e cheiram muito mais intensamente no final do dia.  Mas também secam muito rapidamente o que significa que podendo lavá-las ao final do dia podem ser usadas na manhã seguinte.

Resta saber se nos deixarão por mais tempo com um aspecto menos vagabundo que aquele a que temos estados sujeitos dado o estado deplorável do nosso vestuário em merino. Eu creio que sim.

Fica o alerta para quem considere o merino para a sua grande aventura: se a aventura durar mais que o merino e preparem-se para reinvestir passado o primeiro ano de uso intensivo. Ou poupem mais de metade do dinheiro e vão pelo sintético. Poupar-se-ão ao desgosto mais tarde.

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Among our initial researches, the clothing had a role as important as other items. When we read about the benefits of merino wool clothing, it seemed an ideal solution. Is a hydrophobic material, a characteristic that is important to keep us dry as soon as possible when churning away and, even when wet, manages to keep the body temperature stable, both in cold and warm environments.

These characteristics are also appanage to some synthetic fibres, and although clothing in merino are of higher efficiency, the real icing on the cake is to be naturally antibacterial. The result is that the typical bad odors, which can be embarrassingly strong in other tissues, are much less intense when it comes to merino, which means that we can reuse it for two to three days. Instead of making us smell bad, the t-shirts emanate only a faint sheep like aroma, which although strange is far from being a nuisance and it is something of a distinctive trait.

The first setback of the merino is the availability. It’s not to be found in Portugal. And being clothes we’re buying, we wanted to try them on before spending the money. Which introduces us to the price drawback. At about 50 € each t-shirt, the investment lightens one’s walet considerably, considering that each of us takes two short-sleeved t-shirts and two more long-sleeved. The last disadvantage is it’s durability, and it was something about which we did not read anywhere before… Both the clothing of Ice Breaker and Smartwool alike (renowned brands and fore then the chosen ones) in less than a year began to show signs of fatigue, and the fabric areas more exposed to slin rubbing or exposed to the Sun, starting to give way at the slightest tension. At the beginning I tried to sew the holes, but the frequency with which they appeared quickly overcame the of my patche making, and under repair the fabric would stretch in other points also weakened and beside the mended holes would fataly appear new ones.
In El Salvador the fate led us to a strip mall by the hand of our friend Jose Garcia, host warmshower in El Salvador, and we went straight to the area of sporting goods while the family did their shopping for the week. And so each of us chose a new t-shirt, in the more traditional polyester generally used for the practice of sports, designed to exude the sweat. In vivid colors, Sara now has a canary yellow Nike Millert-shirt  and I an Adidas climalite + (which attempts to imitate the touch of cotton) in mechanical Orange, colors that make us visible to a mile or two away, additional attribute welcomed by us, in particular when on the road.
We used them two or three times now, and from the tryout we can affirm that: they keep us slightly less fresh than your sheep counterparts, getting a lot more dirtier  (particularly in yellow) and smeling more intensely at the end of the day. On the plus side dry very quickly which means you can wash them at the end of the day and can be used the following morning.
It remains to be seen whether they will leave us with an aspect less of a homeless look longer than that to which we were down to latelly, given the deplorable state of our merino clothing. I hope so, we will.
So here’e the alert for those who consider merino clothing for your big adventure: if the adventure last longer than the, prepare to reinvest past the first year of intensive use. Or save half the money and take on the synthetic. Save yourself the grief later.

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