Bem vindos à selva | Welcome to the jungle

Depois dos desertos do Norte, das zonas semidesérticas do centro do México, dos vulcões e das montanhas de Chiapas, chegou finalmente a hora de pôr um pezinho na península do Yucatan (em português Iucatão, que rima com Dartacão e já imaginam o que foram as nossas cantorias durante uns tempos!). Palenque não está bem na península, mas à escala de um país do tamanho do México, está lá mesmo à porta.

Saímos de um autocarro já era de noite e tivemos logo o mesmo impacto de sair de um avião no meio dos trópicos, muito calor e humidade no ar, os corpos a transpirar ao mínimo movimento. Pode ser incómodo para nós humanos, mas a natureza apresenta-se no seu melhor. Verde por todo o lado, uma vegetação exuberante de palmeiras, árvores, folhas gigantescas, plantas de todos os tamanhos, flores de cores vívidas, árvores enormes em cima das quais crescem outras árvores, muita água, ribeiros, rios, cascatas e um barulho constante de animais dia e noite, assim como se fossem cigarras mas multiplicado por dez, ou por cem. Por cima disto o barulho dos Alouatta (howler monkeys, ou macacos gritadores, digo eu), bem descrito pela francesa que ocupava a palapa junto a nós, como thriller. Estamos muito bem dormir a meio da noite e de repente começamos a ouvir um rugido mais associado a um feroz felino que a um pequeno macaco, assim um grito como se um animal enfurecido estivesse a dois metros de nós, prestes a saltar-nos em cima e a fazer de nós o seu manjar para a noite. O primeiro instinto é arrepiar-nos e encolher-nos, o segundo sorrir, e embalados na rede pensar, estamos mesmo na selva!

Em Palenque estão, espante-se, as ruínas de Palenque! As primeiras ruínas maias que visitámos e que cujo impacto foi avassalador, por se localizarem no meio da selva. Os maias, parece-me eram realmente os mais espertos de todos os povos pré-colombianos. Casas bem pertinho de sítios repletos de água, tornando os aquedutos construções bem mais fáceis de engendrar, muitas árvores para sombra, saunas para a saúde, cascatas para banhos refrescantes e vegetação densa que os foi protegendo dos conquistadores por largos séculos.

Além de subir a uma dezena de pirâmides, explorámos o interior do palácio, vimos frisos decorativos e imaginámos a vida por ali há milhares de anos. Mas o que mais me (Sara) impressionou foi mesmo a força da natureza, a selva que tomou as construções, as árvores que crescem no meio das escadas, as pirâmides não escavadas totalmente cobertas de vegetação, e a beleza gloriosa dessa mesma natureza, na forma de cascatas tão mas tão perfeitas que o único problema era a proibição de nela nos banharmos.
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After the deserts of the North, the semi-desert areas of central Mexico, the volcanoes and mountains of Chiapas, it was finally time to enter the Yucatan. Palenque is not quite on the peninsula, but at the scale of a country of the size of Mexico, it is right at the door.

When we got out of a bus and it was already dark and we felt just the same impact as getting out of a plane in the middle of the tropics, intense heat and humidity in the air, bodies starting to sweat to the minimum movement. It may be inconvenient for us humans, but nature presents itself at its best. Green everywhere, lush vegetation of palm trees, gigantic leaves, plants of all sizes, flowers of vivid colors, huge trees which grow on top of other trees, lots of water , streams, rivers , waterfalls and a constant noise animals day and night, as if they were cicadas but multiplied by ten, or a hundred. On top of this the noise of howler monkeys, well described by the french lady who occupied the palapa next to us as thriller sound. We are quietly sleeping through the night and suddenly we started hearing a sound more likely to come out of the mouth of ferocious feline than from a little monkey, a roar that feels like the animal is two feet away, ready to spring upon us and make us his delicacy for the night. The first instinct is retract, the second to smile, and swinging on the hammock thinking we really are on the jungle!

In Palenque, guess what, are the ruins of Palenque! The first Mayan ruins we visited and whose impact was overpowering because they are located in the middle of the jungle. The Mayans , it seems to me were actually the most smart of all pre-Columbian peoples. They made their houses very close to places where water is plentiful, making aqueducts much easier to engineer, they had lots of trees for shade, saunas for healthy baths and waterfalls for refreshing ones, and also dense vegetation that protected them from the conquerors for many centuries.

In addition to climb a dozen pyramids, we explored the interior of the palace, saw decorative friezes and imagined how it was life thousands of years ago. But for me (Sara) what was more impressive was the force of nature, the jungle took the buildings, trees grew in the middle of the stairs, pyramids who were not excavated are fully covered with vegetation, and also the glorious beauty of that same nature, in the form cascades that are so perfect that the only problem was that it was forbidden to bathe in it.

 

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