As artes e a Virgem | The arts and the Virgin

Cidade dos artistas mais emblemáticos, cidade de maior devoção do México!

Para onde quer que nos viremos, o que quer que visitemos, edifícios públicos, estações de metro, museus, escolas, bibliotecas, todos parecem ter os típicos murais mexicanos. A contar a história do país desde o tempo dos Aztecas, em crítica aos tempos modernos, ou em visualizações utópicas, os murais de Diego Rivera, Siqueiros ou Orozco, estão de tal forma omnipresentes na cidade que seria impossível não os ver, mesmo que não os procurássemos. Alguns são impressionantes pela qualidade e claro, pelo tamanho, mas no dia em que visitámos a Secretaria de Educação Pública não conseguimos deixar de nos admirar com os duzentos murais que Diego Rivera pintou para o edifício ao longe de seis anos. Aliás, trabalhar no duro e longas horas é uma característica bem mexicana.

Associado a Diego Rivera vem a Frida Khalo, quiçá uma das personagens mais relevantes do México. A sua casa é uma atracção incontornável, embora o preço do bilhete seja um bocadinho exagerado para a frugal exposição. Para a visitarmos percorremos o bairro de Coyoacán, cheio de bonitas e ricas casas senhoriais, passeios cheios de árvores e jardins onde aos fins-de-semana os habitantes da cidade se passeiam. A casa azul, de um azul muito forte e com um pátio enorme, permite-nos entrar no universo privado do casal e também aprender bastante sobre a torturada e azarada história de Frida. É triste, mas ao mesmo tempo não deixo de pensar que era uma grande mulher.

A cidade do México é também a Meca (passe a heresia) da Nossa Senhora de Guadalupe. Conta a lenda, que no mesmo sítio onde já os Aztecas prestavam devoção à Deusa da Terra, apareceu a virgem a um índio recém convertido, pedindo-lhe que aí construíssem novo lugar de devoção em sua honra. Como o bispo não acreditou à primeira, uma segunda aparição disse ao índio Juan Diego que apanhasse rosas e as levasse na sua capa. Quando chegou junto ao bispo e deixou cair as rosas, na capa apareceu a imagem da virgem. Foi então construída uma basílica em sua honra, e nos anos 70 um novo edifício que alberga cerca de 10.000 pessoas. Aqui está ainda a capa em exposição, mas é de tal forma a quantidade de devotos que para passar pela imagem existem tapetes rolantes que impedem que grandes grupos se aglomerem.

Mais tarde um pintor fez a imagem oficial da virgem, e pintou-a mais negra, apelando assim à devoção dos povos indígenas. De facto, não existe praticamente sítio no México que não tenha uma imagem da Nossa Senhora de Guadalupe.

Dedicado à Virgem há todo um complexo nas colinas, cheio de pequenas capelinhas, cada uma com quadros de diferentes estilos, todos contando a mesma história, um relógio que às quatro da tarde tem uma animação sobre o milagre, fotógrafos, vendedores, esculturas e belíssimas vistas da cidade. Uma das coisas que mais nos chamou a atenção foi o facto da Igreja original se estar a desconjuntar. Provavelmente pelos inúmeros terramotos que já abalaram a cidade, mas também pelo facto de originalmente a Cidade do México ser um lago que foi drenado e enchido de terra para se poder construir em maior área, alguns edifícios estão bastante tortos e ligeiramente enterrados no solo. Ao andarmos dentro da Igreja o chão está muito inclinado lembrando ao andar mais um navio que uma nave, e por fora paredes, janelas e portas já estão muito longe de estarem perpendiculares ao chão.

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City of the most iconic artists, city of the greater devotion of Mexico!

Wherever we turn, whatever we visit, such as public buildings, subway stations, museums, schools, libraries, they all seem to have the typical Mexican murals. Starting from the country’s history since the time of the Aztecs, in criticism of modern times, or with utopian views, the murals of Diego Rivera, Siqueiros and Orozco, are so ubiquitous in the city that it would be impossible not to see them, even if we didn’t sought them. Some are impressive for the quality and of course the size, but on the day we visited the Secretaria de Educação Publica we could not help admiring the two hundred murals that Diego Rivera painted in the building during six years. Moreover, work hard and for long hours seems to be a Mexican feature.

Associated with Diego Rivera Frida Kahlo comes perhaps as one of the most important characters of Mexico. Her home is an inevitable attraction, although the ticket price is a bit exaggerated for the frugal exposure. To visit it we passed through the neighborhood of Coyóacan, full of beautiful and rich manors, streets full of trees and gardens where at the weekends the city inhabitants go to take a walk. The Blue House, in a very strong blue and with a huge patio, allows us to enter the private world of the family and also to learn a lot about the history of the tortured and unlucky Frida. It’s sad, but at the same time I can not stop thinking that she was a great woman.

Mexico City is also the Mecca (pass the heresy) of Our Lady of Guadalupe. Legend tells that in the same place where the Aztecs have lent devotion to the Goddess of the Earth, the Virgin appeared to a newly converted Indian, asking him to build there a new place of devotion in her honor. As the bishop did not believe at first, in a second appearance she said to Juan Diego to catch some roses and take them on his cloak. When he arrived before the bishop and dropped the roses, the image of the virgin appeared on the cloak. It was then built a basilica in her honor, and in the 70s a new building that houses about 10,000 people. Here the cloak is still on display, but the number of devotees is such that to pass through the image there are treadmills that prevent large groups from clumping.

Later a painter made the official image of the virgin, and painted it a little darker thus appealing to the devotion of indigenous peoples. In fact, there is virtually no place in Mexico that does not have an image of Our Lady of Guadalupe .

Dedicated to the Virgin there is a whole complex in the hills, full of small chapels, each with paintings of different styles, all telling the same story, a clock that at four has an animation about the miracle, photographers, vendors, sculptures, and beautiful city views. One of the things that caught our attention was the fact that the original church is disjointed. Probably due to the numerous earthquakes that have rocked the city, but also because originally Mexico City was a lake that was drained and filled with earth to be able to build in a greater area, some buildings are very crooked and slightly buried in the ground. As we walk into the church you feel the ground going up and down, resembling a ship, and the outside walls, windows and doors are already very far from being perpendicular to the ground.

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