Gabi, a empreendedora de Zamora | Gabi, Zamora’s entrepeneur

Conhecemos a Gabi através do Torii, um ciclista de Seattle, com quem tivemos o prazer de nos cruzar em La Paz e posteriormente em Guadalajara. Depois de tirar o curso de arquitectura e ter trabalhado na área, embora não exclusivamente a desenhar edifícios, durante cerca de dez anos, a Gabi decidiu abrir o seu próprio de negócio de merda, mais precisamente, de compostagem orgânica.

De forma absolutamente entusiasta levou-nos a visitar a sua fábrica, que abriu há dois anos, explicando-nos todos os procedimentos e processos necessários, desde a recolha do lixo, ao empilhamento dos materiais necessários por camadas, passando pela produção dos seus próprios inóculos, análise laboratorial própria da composta produzida e sua posterior venda. Uma verdadeira amiga do ambiente, bem disposta, que acredita no que faz e que o faz muito bem, sem recurso a qualquer tipo de subsídios.

Como empresária tem horário livre e por isso pôde tirar a parte da tarde para nos dar a conhecer o Lago de Camécuaro, que às seis da manhã, como por artes mágicas, tem água quente, que depois arrefece durante o dia. Rodeado de árvores de raízes enormes, chamadas ahuehetes, que formam pequenas piscinas, este cenário parece tão perfeito que custa a acreditar que seja obra da Natureza. Felizmente não havia turistas e pudemos gozar das vistas só para nós e regalar-nos com um belo almoço à beira da água, terminado com pulque, uma bebida típica da região, feita a partir de um cacto.

Mas a Gabi ainda não tinha dado por terminada a visita à sua terra Natal e com um sorriso mostrou-nos a a igreja reconstruída, a catedral de Zamora e o centro histórico e ainda nos levou ao mercado a comer choncos, um dulcíssimo doce de ovos. E depois veio a proposta irresistível. A propósito de uma mostra da rede de compostagem orgânica, evento que se ia realizar na nossa adorada Guadalajara, a nossa nova amiga iria passar lá três dias e tinha lugar para nós na sua carrinha. Que fazer? Ir ou ficar, continuar ou voltar para trás, ver os nossos amigos ou prosseguir? A resposta veio numa conversa com os pais da Gabi e era Sábado de manhã, quando depois de lavarmos a roupa de forma apressada, entrámos na pick-up da Gabi com destino a Guadalajara. Na bagageira 650 Kg de composta, na cabine dois passageiros que rapidamente adormeceram, embalados que nem crianças e desacostumados a viagens de carro pela auto-estrada.

E que tal regressar a Guadalajara?

Pois bem, acabou a fase do namoro, com o final das férias escolares a cidade estava demasiado cheia e já não nos pareceu tão bonita, vimos o lixo, os defeitos de construção. Também chegar de carro teve o seu impacto, as vias rápidas, os anúncios gigantes, o trânsito levam a pensar que talvez não seja uma cidade assim tão amigável. Mas… divertimo-nos a valer com a Gabi e o Torii, e voltámos de surpresa à Casa Ciclista, onde fomos recebidos com a maior das alegrias pelos nossos amigos, e onde fizemos uma pequena celebração do nosso fugaz regresso, e também onde nos sentimos mais em casa, no Bairro de Santa Teresa.

Com a Gabi e o Torii ainda houve tempo para uma visita à cidade serrana de Atotonilco, rodeada por campos e campos de agave, de onde se extrai a famosa tequilla, que tivemos a oportunidade de provar, numa das muitas lojas da cidade.

Depois do fim-de-semana de descanso da bicicleta, foi altura de regressar a Zamora, e por sorte, participar no almoço de aniversário dos quarenta anos da Cláudia, a irmã da Gabi. Chegava então a hora da partida e com ela uma forte dúvida, seria seguro metermo-nos pelas estradas de Michoacán?

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We met Gabi trough Torii, a cyclist from Seattle, with whom we had the pleasure to meet in La Paz and later in Guadalajara. After taking a degree in architecture and work in that area, although not exclusively designing buildings, for about ten years, Gabi decided to open her own shit business, more precisely, organic compost.

In an absolutely enthusiastically way she took us to visit her factory, that opened two years ago, explaining to us all the procedures and processes necessary, from the collection of the garbage, the stacking of layers needed for materials, the production of her own inoculum, her lab, where she analyses the compost produced and the subsequent sale. A true friend of the environment always with a smile, she believes in what she does and does it very well, without resort to any kind of subsidies.

As a businesswoman she is the owner of her own time and so she was able to take the afternoon to take us exploring the Lake Camecuaro that at six o’clock in the morning, as by magic, has hot water, that then cools during the day. Surrounded by huge roots of trees, called ahuehetes, forming small pools, this scenario seems so perfect that it’s hard to believe that is the work of Nature. Fortunately there were no tourists and we could enjoy the views just for ourselves and regale us with a lovely lunch at the waters edge, finished with pulque, a typical drink of the region, made from a cactus.

But Gabi had not yet completed the visit to her homeland and with a smile showed us a rebuilt church, the cathedral and the historic center of Zamora and even took us to the market to eat choncos, a typical ultrasweet made of eggs. And then came the irresistible proposition. With the purpose of an exhibition of organic composting network event, that was to take place in our beloved Guadalajara, our new friend would spend three days there and had a place for us in her van. What to do? Go or stay, continue or turn back, visit our friends or hit the road? The answer came in a conversation with Gabi’s parents, it was Saturday morning, when after washing our clothes in a hurry, we entered Gabi’s van bound for Guadalajara. The luggage compartment carried 650 kg of compost and the cabin comprised two passengers who quickly fell asleep, just like children, due to be unaccustomed to travel by car on the motorway.

How about returning to Guadalajara?

Well, let’s say the phase of courtship ended, with the end of school holidays the city was too crowded and no longer seem so beautiful, we saw the trash the construction defects. Also driving had its impact, the highways, the giants ads, the traffic lead us to think that the city may not be so friendly after all. But … we enjoyed ourselves with Gabi and Torii, and we got by surprise to the Cyclist House , where we were received with great joy by our friends, and where we did a little celebration of our fleeting return. It was and also where we felt more at home, in the neighborhood of Santa Teresa.

With Gabi and Torii there was still time for a visit to the mountain town of Atotonilco, surrounded by fields and fields of agave, from which is extracted the famous tequila,that we had the opportunity to taste, in one of the many shops in the city.

After the weekend off the bike, it was time to return to Zamora, and luckily, participate in the birthday lunch of Gibi’s sister, Claudia. Then came the time to leave and with it a strong doubt, would it be safe to ride the roads of Michoacán?

 

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