Dia 5 PL – Tod, o salvador! | Day 5 PL – Tod, the savior!

O último dia em Yellowstone tinha chegado e com ele a vontade do grupo de voltar aos longos dias em cima do selim. A distância para o dia eram uns espectaculares 128 Km, que, embora fossem quase sempre em ligeira descida, nos pareceram, ainda assim, muito difíceis de alcançar.

(In)felizmente, desde Lander que o Pedro tinha um problema hemorroidal, nada agradável para andar de bicicleta e que se foi agravando à medida que os dias passavam. Foi aqui que entrou em cena o Tod.

Mas antes uma pequena introdução. O Eric, que faz parte do grupo virginiano (virginês?) passou os últimos dois anos no Corpo de Paz, uma instituição americana que aceita jovens voluntários para fazerem parte de uma missão de voluntariado no estrangeiro, num projecto na Costa Rica. Pouco depois de regressar, embarcou nesta aventura de bicicleta e por isso, supomos, a família tinha saudades dele. O Tod, que é o pai do Eric, decidiu pegar na sua pick up, fazer-se à estrada, vir visitar e apoiar o filho, e de caminho visitar alguma família no Montana.

Com um timing mais que perfeito, o Tod chegou mesmo a tempo para colocar as nossas bicicletas e toda a nossa extensa bagagem na parte de trás da carrinha, permitir que o Pedro pudesse descansar sem termos que ficar parados e, a melhor parte, visitarmos Yellowstone por mais um dia, e fazer a volta maior, por onde a rota da TA não passava, e que certamente nos levaria mais uns quatro dias de viagem a completar. Achavam que já tínhamos posto fotos a mais? Esperem pelas próximas!

Pouco depois de termos começado, o Tod revelou desde logo as suas qualidades de salvador quando avistámos a Annie e a Jeanné a seguirem em sentido contrário ao da rota. Felizmente ainda não tinham avançado muito, mas os alforges delas vieram para a bagageira do carro, para conseguirem recuperar o tempo perdido.

Depois deste pequeno desaire, foi altura de começar a aproveitar a companhia de um americano de gema, muito muito bem disposto, e de quem rapidamente nos tornámos amigos, e visitar os sítios que ainda não tínhamos visto. Claro que a energia não foi a mesma do dia anterior, todos sabem como é, nem que seja daquelas viagens de carro em família, chegamos a um sítio espectacular e custa sair do carro, e depois de estarmos cá fora, ai que giro que isto é, uma fotografia e novamente no conforto, e naquela ténue sensação de amolecimento.

Pelo menos foi o que sentimos, mas não deixámos que isso nos detivesse de aproveitar as maravilhas da natureza que se abriam diante dos nossos olhos espantados. Tinha chegado a hora de Yellowstone em grande escala, enormes cascatas e desfiladeiros, uma zona de geisers a perder de vista, formações de fontes quentes do tamanho de uma pequena serra, uma vastidão de florestas e prados, longas subidas e descidas, rios e muito muito trânsito, incluindo auto-caravanas do tamanho de autocarros da Barraqueiro (e não, não é preciso ter uma carta especial para as conduzir) que, não sendo suficiente para albergar tudo o que uma família precisa, ainda arrastam atrás de si um enorme atrelado, ou, na maioria das vezes, um carro. Ou, com a maior das audácias, ambos.

Nos dias anteriores, a minha vontade de ver ursos não era assim tanta, no fundo temia o momento em que tivesse que ciclar pela minha vida, numa bicicleta extremamente carregada. Assim que começámos a nossa volta à maneira americana, não queria eu outra coisa senão ver um urso pardo! Escusado será dizer que, por mais que procurássemos, nem um urso, nem um bisonte, nada. A vida selvagem devia estar toda de folga, ou então não existe, e toda a gente que vai a Yellowstone e volta para contar, sente-se na obrigação de “inventar” um bocadinho acerca de todos os animais que viu. Nós já tínhamos a foto preparada, – reparem mais abaixo no nosso olhar de espanto a apontar para o meio do nada. Depois de muito procurarmos, conseguimos finalmente avistar um bando de renas, a comer a relva à sombra de um edifício (muito selvagem portanto).

Ao fim da tarde chegou a hora de andarmos hora e meia de carro para chegarmos ao parque de campismo onde os nossos amigos tinham demorado o dia inteiro a chegar, e passar, finalmente, para o Estado do Montana. Ainda antes de chegarmos o Tod teve mais uma oportunidade de ajudar a Jeanné, que caiu de tal maneira que a bicicleta ficou por cima dela (escapando com pouco mais que um braço dorido por um par de dias), e demos-lhe boleia nos últimos quilómetros do percurso.
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The last day in Yellowstone had arrived and with it the desire of the group to put on long days on the saddle. The distance for the day was some spectacular 80 miles, which seemed very hard to achieve, even tough we would be descending most of the day.

(Un) fortunately, since Lander Pedro had a hemorrhoid problem, which was not pleasant for cycling and that became worse as days went by. It was by then that Tod appeared in our lives.

But first a short introduction. Eric , who is part of the Virgo (Virgines?) group spent the past two years in the Peace Corps, an American institution that accepts young volunteers to be part of a mission abroad, on a project in Costa Rica. Shortly after returning he embarked on this bike adventure and therefore, we think, the family had missed him. Tod , Eric’s father, decided to hit the road in his truck, come visit and support his son, and visit some family in Montana.

With a more than perfect timing, Tod arrived just in time to put our bikes and all our extensive luggage in the back of the truck , allowing Pedro to rest without having to stand stop the trip, and the best part, we had an extra day to visit Yellowstone and do the bigger loop, where the Transamerica route was not passing, and that would have taken us another four days to complete. Do you think we put a lot of Yellowstone photos? Wait for the next ones to come!

Shortly after we started, Tod immediately revealed his qualities as a savior when we saw Annie and Jeanné going in the opposite direction of the route. Fortunately they had not advanced much, but their bags wereput at the back of the truck so that they could make up for the lost time.

After this little desaire, it was time to start enjoying the company of a truly American guy, always in a good mood, that we become friends with in no time, and, of course, to visit the sites that we had not seen yet. Of course, the energy was not the same we had on the previous day, as everybody has experienced at least once, even in one those family car trips, we arrive at a spectacular site, it’s tough to leave the car, and once we are out we say “oh this is so great!”, take a picture and then go back to the confort and we get kind of sleepy.

At least that’s what we felt, but we still were able to enjoy the wonders of nature that opened before our astonished eyes. It was now time to see the large scale Yellowstone, with huge waterfalls and gorges, a gigantic geysers’ area, hot springs formations in the size of a small hill, a wilderness of forests and meadows, long climbs and descents, rivers and very heavy traffic, including RV’s in the size of Greyhound buses (and no, you don’t need a special license to the drive it) that are not large enough to hold everything a family needs, so they are pulling a huge trailer or, in most cases, a car. Or with the greatest boldness both.

In the previous days, my wish to see some bears was not that big since I feared the moment I had to cycle for my life on a extremely loaded bike. As soon as we started doing it the American way, all I wanted was to see a grizzly bear! Needless to say, that we even tough we put our best eforts on it, we saw no bears, bisons, anything. The wildlife should be all off, or is inexistent, and everyone who goes to Yellowstone and back to tell, feels obliged to ” invent ” a little about all the animals they saw. We had already prepared the photo, in which you cn see Pedro looking with astonishment and pointing to the middle of nowhere. After all the try, we finally catch sight of a flock of elk eating the grass in the shade of a building (very wild!) .

By late afternoon it was time to take the one hour and a halfdrive to get to the campsite where our friends had a long day cycling to, and finally entering the State of Montana. Before we arrived Tod had another opportunity to help Jeanné, who crashed and fell in such a waythat the bike was on top of her (fortunately she had nothing more than a sore arm for a couple of days and barely any scratches), and gave her a ride in the last miles of the route.

 

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