San Diego à vista | San Diego on site

Ainda no Oregon um ciclista canadiano que já viajava para o México pela terceira vez, deu-nos um conselho precioso, que não seguimos. Para evitar a área menos interessante, com mais trânsito, e provavelmente mais perigosa da costa, o melhor seria apanhar um comboio de Santa Bárbara até Oceanside. Não o fizemos porque ainda tínhamos tempo para chegar à fronteira, e porque queríamos conhecer também a área de Los Angeles. Se fosse hoje teríamos feito o mesmo, mas se algum dia repetirmos a experiência, o comboio fará parte dos nos nossos planos.

Oceanside é realmente a cidade mais bonita desde Santa Bárbara. O caminho desde Newport Beach (o sítio onde se nos desgraçaram as costas) atravessa Laguna Beach e San Clemente, todas cidades feitas para os mais ricos dos ricos. Uma espécie de estranha Disneylândia, onde todos se movem em luxuosos carros, onde as casas são mansões, onde os vizinhos são o Tiger Woods e outras celebridades. Também foi dos sítios onde notámos o trânsito mais agressivo, e onde menos nos sentimos enquadrados.

Depois veio a vez da zona protegida que faz parte da base militar de Pendleton, e finalmente a base propriamente dita. Quando lá chegámos pediram-nos a identificação e depois perguntaram se conhecíamos alguém que nos pudesse escoltar pela base. Face à nossa resposta negativa, os dois jovens maçaricos informaram-nos que por sermos estrangeiros não tínhamos permissão para entrar.

A única alternativa era a auto-estrada. Com bermas largas, parecia não constituir problema, não fossem os carros que passam a alta velocidade e que fazem uma barulheira que nos vai entrando nos ouvidos e nos nervos. As bermas não estavam propriamente isentas de entulho, o que nos obrigava a saltar obstáculos e depois houve aquela pequena parte do caminho em que temi pelas nossas vidas. O sinal dizia, obras na estrada, e ao longe começámos a ver uns barris laranja e brancos que ocupavam toda a berma. Percebemos que íamos ter que andar na faixa, ainda que por menos de meio minuto. Esta é a faixa mais à direita, onde os carros e os camiões “só” circulam a cem à hora e por isso uma travagem para não acertar em dois ciclistas dificilmente evitaria um aparatoso acidente. Com estas condições em mente ganhámos velocidade, aguardámos uma abertura entre os carros e enfiámo-nos pela faixa, o mais junto à berma possível, a pedalar o mais rapidamente que as nossas pernas nos permitiram.

Sobrevivemos gloriosamente, e sem uma única apitadela!

Com grande alívio saímos finalmente da auto-estrada e entrámos na singela cidade de Oceanside onde, uma vez mais nos ofereceram um sítio para passar a noite, convite que declinámos já que tínhamos um compromisso previamente agendado com o Steven de Carlsbad.

Daí até San Diego foi só mais um dia de viagem, entre cidadezinhas costeiras e o chique bairro de La Jolla!

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In Oregon a Canadian cyclist who was travelling to Mexico for the third time, gave us some valuable advice, that we didn’t follow. To avoid the less interesting area, with more traffic, and probably the more dangerous part of the coast, the best thing would be to take a train from Santa Barbara to Oceanside. We didn’t do it because we still had time to get to the border, and also because we wanted to know the area of Los Angeles. Today we would have done the same, but if you ever repeat the experience, the train will be part of our plans .

Oceanside is really the most beautiful city since Santa Barbara. The way from Newport Beach (the place where I injured my back) passes through Laguna Beach and San Clemente, all cities done for the richest of the rich, a strange kind of Disneyland, where everybody drives luxury cars, where the houses are mansions, where neighbors are Tiger Woods and other celebrities. It was also the places where we noticed the most aggressive traffic, and where we felt less adequate.

Then came the turn of the protected area that is part of the military base at Pendleton, and finally the military base itself. When we got there they asked us to present an identification and then asked if we knew someone who could escort through the base. Given our negative response, the two young guys informed us that because we are foreigners we were not allowed to enter.

The only alternative was to the interstate. With wide shoulders, it didn’t seem to be a problem, except that there were cars passing at high speed and making a noise that made us nervous and more nervous. The shoulders were not exactly free of debris, which forced us to jump obstacles and then there was that little part of the way in which I feared for our lives . The sign said, road works, and in the distance we started to see some orange and white barrels that occupied the entire should. We realized that we would have to cycle on the lane, although by less than half a minute. This was the lane on the right, where cars and trucks “only” go at 65 miles per hour and therefore a brake to not hit two cyclists hardly would save a nasty crash. With these conditions in mind we gained speed, we waited for a gap between the cars and we enter the lane, as close to the curb as possible, pedaling as fast as our legs allowed us.

Survived gloriously, and without a single honk!

 With great relief we finally left the interstate and entered the city of Oceanside where we were offered once again a place to spend the night, invitation that we had to decline since we had a previously scheduled commitment with Steven from Carlsbad.

Thence to San Diego it was just another day trip, between coastal towns and the upscale neighborhood of La Jolla!

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