Mel em Medellin | Honey in Medellin

Saímos de Bogotá de autocarro com destino a Medellin, o nosso visto é curto para tanta Colômbia e não nos aliciava a ideia de voltar para Norte de bicicleta, mas a cidade de Medellin há muito que estava nas nossas mentes como destino a não perder.

Depois de uma viagem nocturna chegámos sãos e salvos, embora um pouco atarantados das poucas e desconfortáveis horas de sono. O destino era San Antonio de Prado, a cerca de 25 Km do Terminal Norte, onde está a famosa Casa Ciclista de Medellin. O Manuel, a Martha e a sua filha Manuela, donos da loja Ciclocampeón, já há quatro anos que vêm recebendo ciclistas e há mais ou menos um ano remodelaram a casa onde nos receberam, com todas as comodidades da vida moderna, e ainda o bónus de nos encontrarmos com outros cicloturistas como nós, de tal modo que nos sentimos em casa.

E foi aqui que residiu o principal problema, fomo-nos acostumando ao barulho do rio e dos pássaros, à paisagem encantadora de montes verdes, vacas e camponeses que rodeia a casa ciclista, aos rituais de água panela, chocolate quente, arepas e panquecas do Facundo (argentino) e do Alex (austríaco), ao sorriso fácil do Cédric (canadiano), ao à-vontade da família Velasquez, aos pratos típicos de cada país e à vida tranquila e alegre daquele cantinho perdido no meio do vale.

Durante a estadia fizemos algumas incursões, à não menos agradável cidade de Medellin. Dona de um clima primaveril constante, e já distinguida como a cidade mais inovadora do mundo, em 2013, os seus transportes públicos permitem uma fácil deslocação e ligam o canto mais recôndito da metrópole ao centro da cidade. Com o bilhete de metro (a menos de um euro) é possível apanhar teleféricos para o que antes era considerado o bairro mais perigoso da América do Sul. Hoje em dia, graças à maior facilidade de transporte para o centro, os habitantes desses bairros têm mais oportunidades de educação e trabalho, o que veio melhorar bastante as suas vidas.

As estátuas e outras intervenções artísticas pelas ruas e praças da cidade são também um convite a disfrutar a vida citadina, assim como os inúmeros restaurantes e cafés, quase sempre munidos de esplanada.

Numa das idas à cidade aproveitámos para visitar a Feira do Livro, de tónica mais educativa que comercial, cheia de actividades para crianças e jovens e inúmeras escolas em visita de estudo. Nos pavilhões abertos podiam-se ver os livros demoradamente, entre eles Fernando Pessoa, José Saramago e Boaventura Sousa Santos (um hábito em todas as livrarias latino-americanas onde temos passado) e o jardim botânico, onde se localizava a feira, convidava ao passeio.

Em Medellin voltámos a encontrar o Knut, de quem tinha sido tão difícil separar-nos na Costa, pelo que passámos uma agradável tarde a experimentar as várias cervejas artesanais da Colômbia e eu (Sara) as limonadas, já que cerveja não é a minha praia. Curiosamente também já tínhamos ido com o Cedric à fábrica da cerveja Tres Cordilleras verificar a produção local.

Fizemos três tentativas de sair, em que chegámos mesmo a arrumar os alforges, mas fomos alterando os planos constantemente, pelo que apenas doze dias depois de chegar, conseguimos finalmente partir rumo ao triângulo do café.

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We left Bogota by bus heading towards Medellin, since our visa is short for such a big Colombia and we really didn’t wanted to go back North by bicycle, but the city of Medellin was for long in our minds as a destination not to be missed.

After an overnight trip we arrived safe and sound, though a bit baffled from the uncomfortable and few hours of sleep. The destination was San Antonio de Prado, at about 25 Km from the North Terminal, where the famous Casa Ciclista de Medellin is located. Manuel, Martha and their daughter Manuela, are the owners of the Ciclocampeón bicycle shop, and since four years ago they have been receiving cyclists and over a year or so they remodeled the house, where they received us with all the amenities of modern life, and even the bonus of meeting with other cyclists like us, so we felt quite at home.

And this was the main problem, quickly we got used to the noise of the river and the birds, to the charming landscape of green hills, cows and peasants around the house cyclist, to the rituals of panela (sugar cane) water, hot chocolate, arepas and pancakes made by Facundo (from Argentina) and Alex (Austrian), to the easy smile Cédric (Canadian), to the ease of the Velasquez family, to the typical dishes of each country and the peaceful and joyful life in the middle of the valley.

During our stay we made some visits to the not the least pleasant city of Medellin. Owner of a constant spring climate, and already distinguished as the most innovative city in the world, in 2003, their public transport allow easy movement and link the smallest corners of the metropolis to the city center. With the metro ticket (less than a dollar) you can get to the cable cars that take you to what was once considered the most dangerous neighborhood in South America. Nowadays, thanks to the ease of transportation to the center, the inhabitants of these neighborhoods have more opportunities for education and work, which came to greatly improve their lives.

The statues and other artistic interventions in the streets and squares of the city are also an invitation to enjoy the city life, as well as numerous restaurants and cafes, often with a nice terrace outside.

In one of the trips to the city we took the opportunity to visit the Book Fair, with a more educational emphasis than a commercial one, full of activities for children and youth, and with lots of students visiting as field trips. In open pavilions you could take your time to see the books, including Fernando Pessoa, José Saramago and Boaventura Sousa Santos (a habit in all Latin American bookstores where we have been) and the botanical gardens, where the fair was located, invited to a walk.

In Medellin we met Knut again, te one we had trouble separating on the coast, so we spent a pleasant afternoon experiencing the various Colombians craft beers and I (Sara) lemonades, since beer is not my thing. Interestingly we had visited the Tres Cordilleras beer factory with Cedric just a couple of days before.

We made three attempts to leave, we even get our stuff ready, but we kept changing our plans, so only twelve days after arriving, were we finally able to leave, heading to coffee triangle.

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Um pensamento sobre “Mel em Medellin | Honey in Medellin

  1. felicitaciones una experiencia muy maravillosa donde conocen muchas culturar, lugares muy bonitos le habla su amigo edwin palacios de cali colombia el de la bicicleta con motor

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