Puebla

Depois da subida ao Passe de Cortez e da atribulada descida pelo caminho de terra batida, chegámos a casa do Armando, que nos recebeu com tal simpatia que a nossa estadia em Puebla, originalmente prevista para dois dias, se prolongou para mais dois.

Puebla é a quinta cidade do México em tamanho e do nosso ponto de vista, uma das que mais se terá modernizado e perdido o carácter mais popular que ainda se sente em Guadalajara e até na Cidade do México. O centro histórico, bem preservado, mantém a arquitectura dos tempos coloniais, e as casas que o rodeiam o habitual arco-íris de qualquer pueblo mexicano, embora em tons menos garridos. A cidade tem alguma pinta, e tem também uma tranquilidade raramente encontrada noutras grandes cidades mexicanas, mesmo navegando já fora do centro histórico. O seu maior tesouro é a Capilla del Rosario, dentro da Igreja de Santo Domingo. Todos os efeitos barrocos que revestem as paredes e os tectos são cobertos a folha de ouro. Para iniciar foram trazidos 18 Kg de ouro de Guanajuato, e a construção demorou 40 anos. Uma autêntica e real preciosidade muito bem guardada, já que ao contrário de outras igrejas aqui está sempre alguém presente enquanto os visitantes, consoante a língua materna, se vão maravilhando em ahs! e ohs! de espanto.

Na nossa estadia também conhecemos os espanhóis Quique e Alicia, com quem, juntamente com o Armando, partilhámos fabulosas refeições de cemitas – uma especialidade local, composta de um pão tostado com bife ou salsichas grelhadas partidos em bocadinhos –, e também uma ida nocturna ao centro da cidade, que mais parece um cenário, tal é a perfeição que fica com a iluminação pública dos candeeiros trabalhados, cada um com uma mão-cheia de lâmpadas, onde nos regalámos com uma pizza num restaurante argentino, já em antecipação do nosso destino final.

Durante um dos dias de descanso o Pedro matou a cabeça em frente ao computador a tentar descobrir qual a melhor rota para chegar a Oaxaca. Pela auto-estrada faltavam sítios para comer, dormir e abastecer, pela serra, sem berma, o trânsito era mais perigoso e havia um grande troço sem nenhuma vila, mas acampar era sempre uma possibilidade. Fazer o percurso em cinco ou seis dias também era uma das questões. Até que, milagrosamente, chegou a uma terceira alternativa, um caminho com poucos mais quilómetros, mas com povoações suficientes para satisfazer as nossas parcas necessidades de dormir, comer e beber água.

Com confiança na escolha, e sem saber os horrores que nos esperavam, partimos então em direcção a Izúcar de Matamoros.

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After the climb to the Pass of Cortez and the bumpy descent down the dirt road, we arrived at Armando’s, who received us with such warmth that our stay in Puebla, originally scheduled for two days, was extended to two more days.

Puebla is the fifth city in size and Mexico from our point of view, one of the most modernized that has lost the popular character that one can still feel in Guadalajara and even Mexico City. The well- preserved historic center maintains the architecture of the colonial times, and the houses that surround it the usual rainbow of any Mexican pueblo, this time in less vivid tones. The city has some good vibe, and also a tranquility rarely found in other major Mexican cities, even looking outside the historic center. Its greatest treasure is the Capilla del Rosario, inside the Church of Santo Domingo. The beautiful baroque effects that cover the walls and ceilings are all covered in a gold leaf. To start it 18 kg of gold were brought from Guanajuato, and the construction took 40 years. An authentic and precious place really well guarded because unlike other churches here there is always someone present as visitors, according to their mother tongue will be marveling with ahs! and ohs! of astonishment.

In our stay we also met the Spanish couple Quique and Alicia, with who, along with Armando, we shared fabulous meals of cemitas – a local specialty consisting of a toasted bread with grilled shopped meat or sausage, – and also an night trip to the city center, which looks more like a beautiful scenery, such is the perfection that it gets from the public lighting, where we feasted over pizza in an Argentinian restaurant, in anticipation of our final destination.

During a full day of rest Pedro spent hours in front of the computer trying to figure out what was the best route to get to Oaxaca. If we took the highway we would lack places to eat, sleep and supply, in the Sierra the traffic is a little more dangerous and there is a large section with no villages, but where is possible to camp. The other issue was doing it in five or six days. Until, miraculously, Pedro reached a third alternative, a different path with a few more miles, but with enough services to satisfy our meager needs to sleep, eat and drink.

With confidence in our choice, and without knowing the horrors that awaited us, we set off towards Izúcar de Matamoros .

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