Metade do caminho na Transamerica | Half the way in Transamerica

Este ponto da viagem marca metade da rota da Transamerica, e isso é mais ou menos visível na quantidade de ciclistas que vamos avistando diariamente e que se cruzam connosco na direcção oposta. E há de todos os géneros, idades, temperamentos e feitios. Aliás, é muito interessante como a mesma viagem pode ser feita de maneiras tão diferentes.

Há o género cartão de crédito (quando formos grandes pode ser que passemos a fazer assim), a bagagem é praticamente a roupa e pouco mais, as refeições são sempre em restaurantes e as dormidas em motéis, hotéis, ou estabelecimentos afins. Há quem faça a viagem com todo o seu mundo na bicicleta, acampe todas as noites e cozinhe todas as refeições, e há todos os outros que estão entre estes dois extremos.

Existe a chamada viagem com suporte, na bicicleta só vai a água e tudo o resto segue num outro meio de transporte. Este meio de transporte é, regra geral, conduzido por um familiar, na maioria das vezes o cônjuge, e pode variar entre um simples carro ou uma auto-caravana.

Há quem viaje para ver o país, há quem tente atingir velocidades record, ou tempos mínimos de viagem, há quem compita com outros, quem compita consigo próprio. Uns correm contra o tempo de um visto, outros contra um orçamento escasso. Há quem viaje sozinho, em grupos de dois, em casal, em família, com cães, em grandes grupos. Há quem o faça para uma obra de caridade, para dar a conhecer um assunto, para espalhar a palavra de Deus. Há quem perceba muito de mecânica, e há os que não sabem mudar um pneu, mas todos adoramos a nossa bicicleta. Há os estrangeiros e os americanos, há os rotineiros e os super flexíveis. Há os grupos de estudantes, os recém formados, os que estão entre trabalhos, os que tentam fazer disto profissão. E depois há os que verdadeiramente nos inspiram. E esses são, regra geral, os mais velhos, os que se reformaram e não querem ficar sentados no sofá sem fazer nada, os que têm dores nas articulações, mas que continuam, devagarinho, mas de forma consistente. Um deles o Merril, com quem partilhámos um almoço, fez uma viagem de bicicleta à volta do mundo entre 1984 e 1988, diz que trabalhos vão e vêm mas que despedir-se e viajar foi a melhor decisão que alguma vez tomou. Agora que se reformou decidiu conhecer o seu próprio país. O Louie, que viajou da Califórnia até à Virginia para passar tempo com a filha e os netos, o casal da Florida, que viaja num tandem. É a prova que a bicicleta é mesmo um bom meio de transporte para viajar, independentemente da idade que se tenha. Na verdade, só é mesmo preciso um certo grau de loucura e a coisa vai-se fazendo dia a dia.

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This point marks half of the Transamerica route, and this is more or less visible in the number of cyclists we sighted daily and that met us in the opposite direction. And they came in all genders, ages, temperaments and sizes. Moreover, it is very interesting how the same trip can be made in such different ways.

There is the credit card trip (we hope to do that when we grow up), the luggage is basically clothes and little else, the meals are always in restaurants and the nights are spent in motels, hotels, or similar establishments. There are those who make the trip with their whole world on the bike, camp every night and cook all meals, and all the others that there are in between these two extremes.

There is the supported travel, people will only carry water on the bike and everything else goes on some other transport. This means of transport is generally driven by a family member, most often a spouse, and can vary from a simple car to a big camper.

Some people travel to see the country, there are those who try to break record speeds, and minimum travel times, there are those who compete with others and those who compete with themselves. Some race against time for a visa, others against a meager budget. There are those who travel alone, in pairs, as a couple, in a family, with dogs, or in large groups. Some do it for a charity, to raise awareness for an issue, to spread the word of God. There are those who know a lot about mechanics, and there are those who don’t know how to change a tire, but we all love our bikes. There are foreigners and Americans, there are those with heavy routines and those who are super flexible. There are groups of students, new graduates, people in between jobs, those who try to make this a profession. And then there are those who truly inspire us. And these are generally older, those who have retired and do not want to sit on the couch doing nothing, those with pain in his joints, but that keep going, slowly but consistently. Merrill, with whom he shared a lunch, did a bicycle trip around the world between 1984 and 1988, says that jobs come and go but quitting his job and travel was the best decision he ever made. Now that he is retired he decided to know his own country. Louie, who traveled from California to Virginia to spend time with his daughter and his grandchildren, the couple from Florida, traveling in a tandem. It is the proof that a bicycle is really a good means of transport to travel, regardless the age of the cyclist. Actually, you only really need a small degree of madness and then just go day by day.

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